Mundo
29/10/2008 - 22h27

Em comercial, Obama apresenta plano de governo e explora Estados-chave

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da Folha Online

Atualizado às 23h11.

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, apresenta nesta quarta-feira, em sete emissoras americanas, um programa eleitoral de meia hora. No vídeo, a campanha exibiu histórias de "cidadãos comuns", em estratégia similar à usada pelo rival republicano John McCain com seu "Joe, o encanador", no último debate entre os dois na TV. Houve ainda freqüentes menções a Estados-chave na disputa, como a Flórida.

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AP/Obama Campaign
Barack Obama conversa sentado à mesa ao lado de uma família; veja fotos de outros momentos do programa eleitoral democrata
Barack Obama conversa sentado à mesa ao lado de uma família; veja fotos de outros momentos do programa eleitoral democrata

Além das declarações de americanos "comuns" o democrata alternou com testemunhais de democratas e empresários. Ao longo da propaganda, Obama apresentou aos eleitores a esposa, Michelle, as duas filhas e fotos antigas do pai negro do Quênia e da mãe branca do Kansas.

Obama explicou suas propostas em áreas como saúde, economia, educação e Guerra no Iraque.

"Nós vimos nos últimos oito anos como as decisões de um presidente podem ter um profundo efeito no curso da história e nas vidas dos americanos. Mas os maiores problemas do nosso país são anteriores a isso. Falamos dos mesmos problemas há décadas e nada é feito para resolvê-los", disse Obama na abertura da apresentação, em referência à marca de mudança que carregou desde o início da campanha.

Na seção em que falou sobre economia, Obama disse que seu plano "não vai fazer crescer o governo, vai fazer crescer a economia".

O democrata também abordou política externa. Disse que vai usar "de diplomacia dura e direta" para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Nos debates na TV, o rival dele, John McCain, criticou diversas vezes a idéia de Obama de dialogar com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, "sem pré condições".

O programa terminou com uma transmissão ao vivo de um comício da campanha na Flórida, um dos vários Estados onde Obama está tentando capturar o eleitorado tradicionalmente republicano.

O programa foi exibido pelas emissoras CBS, NBC, Fox, Bet, Univision, TVOne e MSNBC. Estima-se que o custo da compra desses horários tenha sido de US$ 1 milhão por emissora. Entretanto, de acordo com estimativa da TV CNN, que se recusou a exibir o comercial, a cifra total é de US$ 5 milhões.

Quem assinou a produção foi o documentarista Davis Guggenheim, responsável pelo filme 'Uma Verdade Inconveniente' do candidato democrata à Presidência derrotado em 2000, Al Gore.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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