Mundo
30/10/2008 - 18h33

Al Gore segue Clinton e entra na campanha de Obama na reta final

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colaboração para a Folha Online

O ex-vice presidente dos Estados Unidos no governo Bill Clinton (1993-2001), Al Gore, decidiu nesta quinta-feira participar da campanha do candidato à Presidência pelos democratas, Barack Obama, amanhã na Flórida. A informação foi divulgada pelo jornal americano "New York Times".

Alex Brandon-16.06.2008/AP
O candidato dos democratas, Barack Obama recebe "ajuda extra" do ex-vice presidente, Al Gore, durante campanha na Flórida
O candidato dos democratas, Barack Obama recebe "ajuda extra" do ex-vice presidente, Al Gore, durante campanha na Flórida

Al Gore participará de comícios ao lado de Obama e da mulher Tipper, no Condado de West Palm Beach (norte de Miami) e Fort Lauderdale (no sul da Flórida).

De acordo com o site Real Clear Politics, a diferença entre os dois candidatos no Estado é de 3,5 pontos a favor do democrata. Obama tem 48,5% das intenções de voto contra 45% do adversário do Partido Republicano, John McCain.

"Ninguém sabe melhor que cada voto conta, ainda mais na Flórida. Nós incentivamos o voto antecipado para que todos possam participar dessa mudança", afirmou Steve Schale, coordenador da campanha de Obama.

A chegada de Al Gore ocorre um dia depois da aparição de Clinton na campanha de Obama. Na ocasião, o ex-presidente comparou as eleições com uma "entrevista de emprego" e disse que no dia 4 de novembro ocorre a "contratação".

Al Gore declarou apoio a Obama em junho, mas até então, ainda não tinha aparecido na campanha. Na ocasião, o ex-vice presidente e também Prêmio Nobel da Paz afirmou que o governo do atual presidente George W. Bush é "incompetente".

Ontem, no vídeo de 30 minutos de Obama, no qual o democrata apresentou as propostas finais da campanha, Al Gore "participou indiretamente" da produção. O diretor da propaganda foi Davis Guggenheim, mesmo documentarista responsável pelo filme do democrata "Uma Verdade Inconveniente".

Estados-pêndulo

Pesquisas nesta quinta-feira mostram o avanço de Obama em Estados-pêndulo (sem preferência partidária definida). Em Nevada, ele aparece à frente de McCain em quatro pesquisas divulgadas nos últimos dois dias. Uma delas, da Associated Press/GfK, mostra Obama com 52% dos votos e McCain com 40% --diferença de 12 pontos percentuais. Mais modesta, a Rasmussen dá 50% para Obama e 46% para McCain.

Já sondagem feita pela universidade Quinnipiac, que fica na região de Nova York, mostra Obama consolidando a vantagem em outros dois Estados-pêndulo, Ohio e Pensilvânia. Na Flórida, no entanto, a disputa ainda é acirrada.

Em Ohio, Obama venceria McCain, por 51% a 42%; enquanto na Pensilvânia por 53% a 41%. Na Flórida, a diferença é de dois pontos para o democrata, 47% a 45%. A sondagem foi feita entre os dias 22 e 26 de outubro. O último candidato à Presidência a vencer nesses três Estados foi o republicano Ronald Reagan, em 1980.

A vantagem de Obama em Estados-pêndulo como Nevada --ou seja, que não têm preferência partidária-- é importante para a campanha democrata porque, nos EUA, a eleição é indireta. Ou seja, a votação dos delegados do Colégio Eleitoral é que define o próximo presidente, que deve conseguir mais de 270 votos.

Cada Estado tem um número de delegados proporcional à sua população. Esses delegados costumam votar de acordo com a votação popular, embora não sejam obrigados.

Arte/Folha Online
Estimativa considera que os delegados de cada Estado votarão conforme a escolha da maioria dos eleitores
Estimativa considera que os delegados de cada Estado votarão conforme a escolha da maioria dos eleitores
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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