Mundo
30/10/2008 - 19h23

Problemas com cédulas podem prejudicar apuração em Los Angeles

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colaboração para a Folha Online

Milhares de eleitores da cidade de Los Angeles, na Califórnia, podem não ter os votos computados no dia da eleição. O motivo é a demora no envio de cédulas para os eleitores ocasionada com o aumento no número de registros novos, informou hoje reportagem do jornal "New York Times".

No Estado, o governo envia uma cédula eleitoral pelo correio para que os eleitores registrem o voto. Segundo estimativas, cerca de 55 mil novos registros foram computados. Por causa da demora no envio, algumas cédulas poderão chegar somente na sexta-feira, data limite para envio do voto por correspondência.

Quem receber a cédula amanhã deverá entregar o voto pessoalmente para o secretário do gabinete, Norwalk, ou no dia das eleições em um dos locais de votação. Os votos enviados pelo correio a partir de sexta não serão computados.

Cerca de 18 mil ligações têm sido registradas diariamente, número aproximado de chamadas quando ocorre um desastre natural como terremotos. Para evitar a pane, as autoridades estão recomendando que os eleitores que não tenham certeza do número do registro confirmem a informação pela internet.

De acordo com o site Real Clear Politics, o candidato à Presidência pelos democratas, Barack Obama, lidera a disputa no Estado com folga de 24 pontos percentuais em relação ao adversário republicano John McCain. Obama tem 57,8% das intenções de voto enquanto McCain tem 33,8%.

Estados-pêndulo

Pesquisas nesta quinta-feira mostram o avanço de Obama em Estados-pêndulo. Em Nevada, ele aparece à frente de McCain em quatro pesquisas divulgadas nos últimos dois dias. Uma delas, da Associated Press/GfK, mostra Obama com 52% dos votos e McCain com 40% --diferença de 12 pontos percentuais. Mais modesta, a Rasmussen dá 50% para Obama e 46% para McCain.

Já sondagem feita pela Universidade de Quinnipiac, que fica na região de Nova York, mostra Obama consolidando a vantagem em outros dois Estados-pêndulo, Ohio e Pensilvânia. Na Flórida, no entanto, a disputa ainda é acirrada.

Em Ohio, Obama venceria McCain, por 51% a 42%; enquanto na Pensilvânia por 53% a 41%. Na Flórida, a diferença é de dois pontos para o democrata, 47% a 45%. A sondagem foi feita entre os dias 22 e 26 de outubro. O último candidato à Presidência a vencer nesses três Estados foi o republicano Ronald Reagan, em 1980.

A vantagem de Obama em Estados-pêndulo como Nevada --ou seja, que não têm preferência partidária-- é importante para a campanha democrata porque, nos EUA, a eleição é indireta. Ou seja, a votação dos delegados do Colégio Eleitoral é que define o próximo presidente, que precisa ter um mínimo de 270 votos para ser eleito.

Cada Estado tem um número de delegados proporcional à sua população. Esses delegados costumam votar de acordo com a votação popular, embora não sejam obrigados.

Arte/Folha Online
Estimativa considera que os delegados de cada Estado votarão conforme a escolha da maioria dos eleitores
Estimativa considera que os delegados de cada Estado votarão conforme a escolha da maioria dos eleitores
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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