Mundo
31/10/2008 - 09h57

Obama mantém liderança nas pesquisas a quatro dias da eleição

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colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, mantém liderança consolidada nas pesquisas de intenção de voto americanas na reta final da disputa. A quatro dias da eleição de 4 de novembro, o senador por illinois tem margens que variam de cinco a sete pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain.

Segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta sexta-feira, Obama tem 50% da preferência dos prováveis eleitores, contra 43% de McCain, praticamente os mesmos números desta quinta-feira (30). A pesquisa, realizada entre 28 e 30 de outubro, com 1.201 pessoas, tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Efe/AP
Barack Obama/John McCain
Democrata Barack Obama (esq.) continua liderando as pesquisas a apenas quatro dias da eleição presidencial contra John McCain (dir.)

"Essencialmente, não há diferença na pesquisa de hoje", disse o pesquisador John Zogby. "Obama está segurando firme e McCain não está ganhando terreno", continua, antecipando uma provável vitória democrata nas urnas da próxima terça-feira.

A sondagem desta quinta-feira, aponta o instituto, marca o segundo dia consecutivo que Obama atinge a marca de 50% de apoio e a oitava vez que ele chega a esta porcentagem nas últimas 11 pesquisas diárias. Do outro lado, o apoio a McCain não passa de 45% há mais de três semanas.

A vantagem do democrata manteve-se firme principalmente por causa de dois importantes grupos do eleitorado. Obama tem 15 pontos de vantagem entre os independentes e nove pontos entre as mulheres. Ele ainda lidera, por cinco pontos, entre os homens e, por nove pontos, entre os católicos.

"Se você fosse John McCain você gostaria de ver algo mudando nessa disputa, e isso não está acontecendo", disse Zogby.

Entre os candidatos minoritários, o independente Ralph Nader ficou com 2% e o libertário Bob Barr, 1%. Outros 2% disseram estar indecisos.

Consolidada

Obama também tem liderança significativa na pesquisa diária do instituto Gallup. Segundo a sondagem, divulgada nesta quinta-feira, Obama tem 50% da intenção de voto contra 45% de McCain. A pesquisa, realizada entre 27 e 29 de outubro, ouviu 2.800 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

O instituto aponta ainda que, segundo a metodologia expandida de pesquisa, que não considera o histórico da preferência dos entrevistados, a liderança democrata amplia dois pontos percentuais, 51% a 44%.

Como nos Estados Unidos a votação não é obrigatória, o resultado das urnas depende de quem efetivamente comparecer no 4 de novembro. Se todos os eleitores registrados votarem, aponta o Gallup, Obama ganha confortavelmente com 50% contra 42%.

McCain afirmou em entrevista nesta semana que a eleição não está definida e que continua lutando para ganhar a Casa Branca. Viradas neste ponto da corrida são raras, mas já aconteceram na história americana, como com Harry Truman, em 1948, e Ronald Reagan, em 1980.

35º dia

O instituto Rasmussen divulgou pesquisa nesta quinta-feira que aponta, pelo 35º dia consecutivo, Obama com mais de 50% dos votos. Segundo a mais recente sondagem, o senador democrata tem 51% dos votos contra 46% de McCain.

O republicano, que perde na maioria das pesquisas nacionais desde o estouro da crise financeira, não consegue ultrapassar a marca dos 46% no Rasmussen.

Entre os eleitores de seu partido, Obama e McCain têm margens idênticas de 86% a 12%. Contudo, entre os eleitores independentes, grupo que pode definir a eleição neste ano, Obama tem margem de seis pontos percentuais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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