Mundo
31/10/2008 - 17h22

Eleitores em 11 Estados americanos vão eleger governadores na próxima terça-feira

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Da Associated Press, em Columbus, Ohio

Eleitores de 11 Estados dos Estados Unidos vão eleger governadores na próxima terça-feira (4), decidindo disputas acirradas em Indiana, Carolina do Norte e Washington, enquanto os republicanos tentam tirar a pequena maioria dos democratas nas cadeiras governamentais.

A competição é uma prévia para 2010, quando quatro de cada cinco Estados vão eleger seus governadores, que vão ajudar a redesenhar o poder legislativo e congressional nas regiões. Os mapas são refeitos a cada dez anos depois que o censo garantir que os limites do poder legislativo refletem mudanças na população. Republicanos dizem que 25 cadeiras do Congresso podem estar em jogo como resultado das disputas para governador de 2010.

Governadores freqüentemente têm papel maior do que o governo federal em como os americanos vivem suas vidas, particularmente em áreas como seguro de saúde, escolas e educação superior. E a arrecadação de fundos e a capacidade de organização também fazem os governadores importantes para as campanhas presidenciais.

Alguns governadores se tornaram companheiros de chapa na disputa presidencial, como a governadora do Alasca --que é candidata à vice-Presidência dos Estados Unidos pelo partido republicano, ou candidatos a presidente como os ex-governadores Jimmy Carter, Ronald Reagan, Michael Dukakis e Bill Clinton.

Democratas mantêm uma vantagem de 28 a 22 entre os governadores do país, maioria que ganharam em 2006, depois de mais de doze anos em minoria.

Washington

No Estado de Washington, eleitores estão assistindo a uma nova desagradável disputa como a de 2004, entre a democrata Cristine Gregoire e o republicano Dino Rossi. Gregoire venceu por 133 votos depois de duas contagens e uma ação judicial, na batalha mais disputada entre governadores na história americana. Este outono, os dois estão competindo novamente.

Além disso, Rossi saiu da campanha para depor em uma ação judicial --ele supostamente teria ajudado ilegalmente o maior contribuinte de sua campanha. Rossi considera o processo uma trapaça política.

Na Carolina do Norte, que tem uma longa história de governadores democratas eleitos, o governador Beverly Perdue encara o inesperado desafio contra Pat McCrory, o prefeito republicano de Charlotte.

Republicanos conseguiram a cadeira de governador na Carolina do Norte por apenas doze anos no século passado, a despeito da tendência estadual de apoiar o partido republicano nas disputas presidencial e para o congresso. McCrory se tornou um solucionador de problemas sem fortes posições ideológicas.

Perdue argumenta que, com base nos anos que trabalhou no governo do Estado, tem uma história de resolver os problemas. Uma das chaves para a disputa será a grande quantidade de votos esperados para o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, especialmente dos eleitores negros, que também vão votar para governador.

Indiana

Isto também acontece em Indiana, onde o governador republicano Mitch Daniels tem um forte confronto contra o democrata Jill Long Thompson, apesar da grande vantagem de Daniel na arrecadação de fundos. Com pouco dinheiro, Long Thompson esteve fora do ar entre o dia do Trabalho e 21 de outubro.

Thompson tem feito campanha com Obama, abandonando um típico método político em Indiana, onde os democratas tendem a se distanciar de seus candidatos presidenciais mais liberais do partido. A economia é uma importante questão em Indiana. O número de empregos tem aumentado nos últimos quatro anos, mas o Estado perdeu 20 mil empregos desde janeiro.

A pesquisadora Ann Selzer disse que a questão é se a grande operação da campanha de Obama no Estado traduz os votos para Long Thompson. Ela diz que os 56% de taxa de aprovação não sugeriram que ele esteja tão vulnerável. Pesquisas recentes mostram que ele está se distanciando de Long Thompson.
"Ele tem sido testado em áreas que são mais importantes enquanto os eleitores de decidem agora", disse Selzer.

Até se os democratas perderem Washington e a Carolina do Norte, eles parecem estar prestes a escolher uma outra cadeira no governo de Missouri, onde o democrata Jay Nixon está liderando o republicano Kenny Hulshof.

A cadeira de Missouri está desocupada desde que o governador republicano chocou o Estado no início do ano, ao anunciar que não tentaria a reeleição. Hulshof foi prejudicado pela primária republicana e por eleitores descontentes com Blunt.

Em Vermont, o republicano Kim Douglas enfrenta o desafiante democrata Gaye Symington, mas o forte independente Anthony Pollina poderia tirar de Douglas a maioria, significando que a Câmara dos Deputados decidiria o vencedor.

Os democratas de New Hampshire e Virgínia Ocidental eram prováveis vencedores na reeleição. O democrata Lee Markell pareceu pronto a manter a cadeira no Estado do Delaware contra o republicano Ruth Ann Minner.

Em Montana, o governador democrata Brian Schweitzer estava bem à frente do oponente Roy Brown em uma corrida dominada pelos debates sobre a produção de energia no Estado. Schweitzer também teve que se desculpar por jocosa sugestão em discurso realizado em julho na Philadelphia, que influenciou o resultado em Montana na eleição do Senado em 2006, quando o democrata Jon Tester derrotou o Republicano Conrad Burns.

Nos Estados da Dakota do Norte e Utah, os republicanos lidaram enfrentaram facilmente a reeleição. Com foco em 2010, quando 36 Estados vão eleger os governadores, os dois partidos tem levantado dinheiro a passo recorde.

A associação dos governadores republicanos reuniu US$ 22 milhões em setembro, com US$ 19 milhões em mãos. A associação dos governadores democratas levantou US$ 19 milhões durante o mesmo período, com expectativa de ter US$ 9 milhões em mãos até o fim do ano.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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