EUA viram Obama sair de Illinois direto para a Presidência
ELLIOT EURELL
especial para a Folha Online
Senador Barack Obama, 47, fez história nas eleições presidenciais americanas e foi eleito primeiro afro-americano, e efetivamente o primeiro não-branco, a assumir a Presidência, o maior posto da nação.
A vitória de Obama encerrou um ano tumultuado e dramático na política americana, que viu o jovem senador catapultar-se à notoriedade depois de desafiar Hillary Clinton, então a favorita para a nomeação democrata. Obama ganhou a nomeação depois de uma maratona de primárias que culminaram com sua escolha por aclamação no final de agosto, pelo Partido Democrata.
Os eleitores afro-americanos parecem ter comparecido em números recordes para ajudar a eleger o primeiro presidente afro-americano. A eleição é vista por alguns como uma divisora de águas que irá se expandir por um longo caminho até a cura das feridas deixadas pelo legado da escravidão e segregação.
Senador Obama liderou nas pesquisas pré-eleição por semanas e superou um grande desafio ao vencer o rival republicano e colega de Senado John McCain, 72. Segundo as pesquisas de boca-de-urna, Obama se saiu muito bem entre democratas, mulheres, operários, os ricos e as minorias, atraindo uma grande porcentagem de votos negros. Ele também parece ter ido bem entre os jovens eleitores, que foram a fonte de sua força durante o processo de nomeação.
O novo presidente, que toma posse em 20 de janeiro, enfrentará uma lista de problemas extremamente difíceis, no topo deles a crise financeira trazida pelo colapso do sistema hipotecário americano, um evento que teve impacto brutal nos mercados financeiros e economias ao redor do mundo.
A crise resultou em evidência de que os EUA e outras economias devem entrar em um período de recessão e incerteza econômica. O novo presidente deve nomear um time de conselheiros econômicos, incluindo um novo Secretário do Tesouro, em relativamente pouco tempo.
Outros assuntos que o novo presidente deverá enfrentar incluem a Guerra do Iraque, e Obama prometeu uma retirada mais rápida das tropas americanas e uma melhor estratégia para lidar com a guerra contra o terror. Contudo, lançando sombra sobre tudo isso, está a economia, o crescente déficit financeiro e a dívida nacional em rápida expansão.
Estes problemas podem forçar grandes mudanças na agenda do novo presidente, já que o déficit em rápida expansão pode impedir que novas e caras iniciativas de política interna em educação e saúde sejam implementadas no futuro próximo.
EUEL ELLIOT é professor de governo, política e política econômica e chefe do departamento de ciência política da Universidade do Texas, em Dallas.
Tradução de MÁRCIA SOMAN MORAES
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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