Mundo
05/11/2008 - 02h19

EUA viram Obama sair de Illinois direto para a Presidência

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ELLIOT EURELL
especial para a Folha Online

Senador Barack Obama, 47, fez história nas eleições presidenciais americanas e foi eleito primeiro afro-americano, e efetivamente o primeiro não-branco, a assumir a Presidência, o maior posto da nação.

A vitória de Obama encerrou um ano tumultuado e dramático na política americana, que viu o jovem senador catapultar-se à notoriedade depois de desafiar Hillary Clinton, então a favorita para a nomeação democrata. Obama ganhou a nomeação depois de uma maratona de primárias que culminaram com sua escolha por aclamação no final de agosto, pelo Partido Democrata.

Os eleitores afro-americanos parecem ter comparecido em números recordes para ajudar a eleger o primeiro presidente afro-americano. A eleição é vista por alguns como uma divisora de águas que irá se expandir por um longo caminho até a cura das feridas deixadas pelo legado da escravidão e segregação.

Senador Obama liderou nas pesquisas pré-eleição por semanas e superou um grande desafio ao vencer o rival republicano e colega de Senado John McCain, 72. Segundo as pesquisas de boca-de-urna, Obama se saiu muito bem entre democratas, mulheres, operários, os ricos e as minorias, atraindo uma grande porcentagem de votos negros. Ele também parece ter ido bem entre os jovens eleitores, que foram a fonte de sua força durante o processo de nomeação.

O novo presidente, que toma posse em 20 de janeiro, enfrentará uma lista de problemas extremamente difíceis, no topo deles a crise financeira trazida pelo colapso do sistema hipotecário americano, um evento que teve impacto brutal nos mercados financeiros e economias ao redor do mundo.

A crise resultou em evidência de que os EUA e outras economias devem entrar em um período de recessão e incerteza econômica. O novo presidente deve nomear um time de conselheiros econômicos, incluindo um novo Secretário do Tesouro, em relativamente pouco tempo.

Outros assuntos que o novo presidente deverá enfrentar incluem a Guerra do Iraque, e Obama prometeu uma retirada mais rápida das tropas americanas e uma melhor estratégia para lidar com a guerra contra o terror. Contudo, lançando sombra sobre tudo isso, está a economia, o crescente déficit financeiro e a dívida nacional em rápida expansão.

Estes problemas podem forçar grandes mudanças na agenda do novo presidente, já que o déficit em rápida expansão pode impedir que novas e caras iniciativas de política interna em educação e saúde sejam implementadas no futuro próximo.

EUEL ELLIOT é professor de governo, política e política econômica e chefe do departamento de ciência política da Universidade do Texas, em Dallas.

Tradução de MÁRCIA SOMAN MORAES

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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