Mundo
01/11/2008 - 23h07

Michelle Obama diz que será "mãe-em-chefe" se Obama vencer

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da Folha Online

Michelle Obama levará suas habilidades de advogada do mundo corporativo à Casa Branca se seu marido, Barack Obama, 47, for eleito presidente dos EUA, mas diz que a prioridade é seu papel como "mãe-em-chefe" das duas filhas do casal.

Obama disputa com o republicano John McCain, 72, a Presidência dos EUA na eleição da próxima terça-feira (4). Se o senador por Illinois vencer, ele se tornará o primeiro presidente negro do país, assim como sua mulher, a primeira negra no cargo de primeira-dama.

AP
Cindy McCain, mulher do presidenciável republicano John McCain, e Michelle Obama, mulher do rival democrata Barack Obama
Cindy McCain, mulher do presidenciável republicano John McCain, e Michelle Obama, mulher do rival democrata Barack Obama

Michelle Obama, 44, tem participado intensamente da campanha de seu marido, mas afirma não querer um papel político na administração do democrata.

"Meu primeiro trabalho, com toda a honestidade, será continuar como "mãe-em-chefe", afirmou em recente entrevista, se referindo às suas filhas Malia, 10, e Sasha, 7.

Ela também diz que espera se focar nas necessidades das famílias de militares e que poderia agir como uma assessora informal de seu marido, como tem sido durante a campanha.

Formação

Michelle, que cresceu em Chicago e estudou em uma escola pública da cidade, constantemente fala sobre seu pai --que trabalhou para a empresa pública de água da cidade-- e os valores promovidos por seus pais.

Jim Bourg/Reuters
Michelle Obama durante debate entre seu marido, Barack Obama, e John McCain
Michelle Obama durante debate entre seu marido, Barack Obama, e John McCain

Após ganhar bolsas nas renomadas universidades de Princeton e Harvard no curso de direito, Michelle trabalhou como advogada em uma firma de advocacia e no gabinete do prefeito de Chicago.

Seu último emprego foi como vice-presidente dos hospitais da universidade de Chicago, onde ganhava mais que seu marido. Apesar da família ter uma boa condição financeira atualmente, em parte devido aos direitos recebidos sobre os dois livros de Obama, Michelle enfatiza os valores que recebeu em sua casa.

"Quando você cresce em uma casa (...) onde você tem amor e segurança, e você tem pessoas que se sacrificam por você (...) você tem a obrigação de retribuir", afirmou. "Por isso que o serviço comunitário tem sido parte tão grande da minha vida."

Cindy McCain

Com suas roupas elegantes e cabelo loiro perfeitamente penteado, Cindy McCain representa o estereótipo da primeira-dama americana. Ela também está bem preparada para o papel.

Herdeira de uma fortuna estimada em mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 215 milhões) e presidente de uma das maiores empresas privadas do Arizona, Cindy viajou muito ao exterior para realizar diferentes trabalhos filantrópicos, tendo visitado Camboja, Angola, Índia e Vietnã, entre outros.

Charles Dharapak - 7.out.2008/AP
Cindy McCain, com a filha, Meghan, durante debate de seu marido, John McCain
Cindy McCain, com a filha, Meghan, durante debate de seu marido, John McCain

Ela trabalhou com agências do governo americano, liderou trabalho humanitário através de suas caridades e comanda os negócios da família, tendo acumulado experiência valiosa que pode lhe servir bem em seu papel de primeira-dama, se McCain vencer a eleição.

"Apesar do fato de ela não ter estado muito em Washington, D.C, sua experiência em países estrangeiros pode ser o seu melhor atributo", afirmou Carl Sferrazza Anthony, autor e historiador da Biblioteca Nacional de Primeiras-Damas.

Anthony disse que a experiência internacional de Cindy como a fundadora de uma organização filantrópica de medicina e membro do conselho de uma organização que luta contra as minas terrestres lhe dará mais relevância na Casa Branca.

Cindy, 54, afirmou que irá continuar seu trabalho filantrópico se seu marido vencer a disputa, apesar de não estar claro o que ela faria com seu papel de comando dos negócios da família, Hensley & Co., uma das maiores distribuidoras de cerveja.

Rainha do Rodeio

A americana é uma ex-rainha do rodeio e animadora de torcida com mestrado em educação especial pela universidade do Sul da Califórnia.

Dezoito anos mais nova que seu marido, Cindy tem um jeito independente. Ela nunca se mudou para Washington, apesar de seu marido ser senador durante a maior parte da vida de casados.

Ela gosta de contar a história de como ela voltou de viagem a Bangladesh com um bebê, que planejava adotar, e que só contou ao seu marido quando chegou aos EUA.

Cindy também aprendeu a pilotar aeronaves e comprou um avião para ela antes de contar a McCain.

Apenas quando foram formalizar o casamento que os dois se deram conta que ambos haviam mentido sobre suas idades quando se conheceram em 1979 --Cindy, então com 24 anos, disse ser mais velha, e McCain, casado e com três filhos, afirmou ser mais novo.

Cindy Lou Hensley e John McCain se casaram em maio de 1980, cinco semanas após o republicano se divorciar de sua primeira mulher, Carol.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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