Mundo
02/11/2008 - 12h16

Mais de 23 mi já foram às urnas nos EUA; votos favorecem democratas

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colaboração para a Folha Online

Neste ano, as filas de votação começaram mais cedo nos Estados Unidos. A disputa entre os senadores Barack Obama e John McCain atraiu 23 milhões de americanos às urnas no processo de votação antecipada no país. E nestes votos, afirma a rede de televisão americana CNN, a chapa democrata está à frente.

Segundo os cálculos da rede CNN e de outras organizações de imprensa, a maioria dos votos antecipados declarados em mais de 30 Estados do país é para o democrata Barack Obama, que investiu milhões em uma intensa campanha para registro de eleitores e o comparecimento antes de 4 de novembro.

AP
John McCain x Barack Obama
John McCain (esq.) está atrás de Barack Obama (dir.) nos votos antecipados

Dos 23.298.564 votos por e-mail ou comparecimento em 25 Estados, pelo menos 6.057.527 foram de eleitores que se declaram filiados a um dos dois principais partidos. Destes eleitores, 57,8% eram democratas e 42,2% eram republicanos.

Muitos dos eleitores que escolhem votar antes do dia oficial, 4 de novembro, não especificam sua filiação partidária. Contudo, pelos dados apresentados pelos funcionários eleitorais, os
números parecem refletir a vantagem democrata nas pesquisas nacionais.

O diretor de campanha de Obama, David Plouffe, disse nesta sexta-feira que a campanha foi bem sucedida ao inspirar os eleitores a votarem antecipadamente. Ele credita o sucesso a uma vasta rede nacional de voluntários que, segundo ele, trabalhará intensamente na Carolina do Norte e Flórida neste fim de semana.

"Estamos confiantes de que temos muitos eleitores sobrando", disse Plouffe, negando idéia de que, com tantos votos antecipados, os democratas podem se decepcionar nas urnas de 4 de novembro.

O porta-voz da campanha republicana, Tucker Bounds, admitiu que os democratas fizeram uma boa campanha em motivar seus apoiadores a irem às urnas antecipadamente. "McCain apóia [a votação antecipada], mas não é nossa prioridade na campanha pelo comparecimento", disse Bounds.

"E eu acho que é uma grande diferença em relação aos democratas, que priorizaram este processo", completa.

A votação antecipada, afirma o professor Michael McDonald, da Universidade de George Mason, pode resultar em "tempos muito difíceis para os republicanos em estados do oeste como Nevada, Colorado e Novo México, onde os democratas estão depositando vários votos antecipados".

Justificativa

A campanha republicana espera, contudo, uma virada nos votos dos ausentes, votos declarados por antecedência porque os eleitores não poderão comparecer às urnas no dia da votação. Estes votos, afirma a CNN, tradicionalmente favorecem os republicanos.

"Nós sentimos que estamos ganhando nos votos dos ausentes", disse Bounds. "As eleições na Flórida tendem a ser muito acirradas e os eleitores ausentes são muito importantes considerando o número de homens e mulheres que servem o Exército em outros países e votam assim", lembra o porta-voz, sobre um dos Estados em que a disputa esta acirrada.

O processo de votação antecipada ocorre de maneira diferente em cada estado. Contudo, neste ano, alguns deles estão registrando números recordes de comparecimento. A Carolina do Norte teve mais de 2 milhões de votos, afirmaram as autoridades eleitorais locais, cerca do dobro do recorde anterior nas eleições de 2000.

Na Geórgia, um total de dois milhões de pessoas votou antecipadamente, número que reflete o entusiasmo gerado pela campanha eleitoral deste ano. Segundo as estatísticas estaduais, 35% dos que votaram antecipadamente no Estado são afro-americanos, um grupo que respalda de forma arrasadora Obama, que espera se transformar na próxima terça-feira no primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Pesquisa

Nas pesquisas nacionais, Obama ampliou a liderança e tem dez pontos percentuais sobre o rival republicano. Segundo a mais recente pesquisa do instituto Gallup, Obama tem 52% das intenções de voto contra 42% de McCain.

Na pesquisa anterior, o senador democrata por Illinois tinha margem de oito pontos percentuais, 51% a 43% de McCain. O instituto aponta ainda que os dois senadores têm mantido o desempenho relativamente estável nas pesquisas, mesmo diante de intensa agenda de campanha, propagandas na TV e cobertura da imprensa.

Nas duas últimas semanas, a porcentagem de Obama nas sondagens Gallup tem variado de 50% a 52%, enquanto o republicano McCain marca 41% a 43% da preferência dos eleitores registrados.

O democrata ainda lidera na maioria dos Estados americanos e tem 311 votos no colégio eleitoral, que, no sistema de eleição indireta americano, define quem será o próximo presidente.

Cada Estado elege um número de representantes do colégio eleitoral --proporcional à população local-- que declara seu voto em um dos candidatos à Presidência. Este voto, normalmente, endossa a votação popular.

O mapa abaixo mostra como está a tendência de voto em cada Estado. Com base em pesquisas de intenção de voto de diversas fontes, ele aponta, em vermelho, quais Estados que devem preferir o republicano John McCain; e, em azul, os que darão maioria ao democrata Barack Obama. Os indecisos estão em cinza.

Sobre cada Estado está o número de votos que ele possui no Colégio Eleitoral. Na maioria das vezes, o candidato que vence naquele Estado recebe todos os votos dele no colégio, e esse resultado do colégio é o que, de fato, escolhe o vencedor.

Arte/Folha Online
Mapa Tendências EUA 31/10/08
Mapa Tendências EUA 31/10/08
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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