Mundo
02/11/2008 - 12h32

Jornal aponta brasileiros como "laboratório" para política migratória no Japão

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da Folha Online

Um complexo habitacional operário chamado Homi, em Toyota, no qual cerca de 48% dos residentes são estrangeiros e que abriga diversos brasileiros de origem japonesa ganhou destaque em uma reportagem do jornal americano "The New York Times" na sua versão on-line.

Norimitsu Onishi assina a reportagem, na qual afirma que o fluxo de brasileiros no Japão continua aumentando apesar de períodos de crise desde que os dekasseguis passaram a buscar trabalho na ilha nos anos 1980.

A experiência com os brasileiros é fundamental para que o Japão possa receber melhor no futuro imigrantes que serão necessários para movimentar a economia, segundo Onishi.

Homi, construído nos anos 1970, tem uma população de 8.891 e os japoneses são 52% dos residentes.

"Para ser honesto, eu nunca imaginei que isto poderia se tornar um bairro multiétnico", disse Toshinori Fujiwara, 69, um líder comunitário local, ao jornal americano.

Onishi afirma que a aceitação dos brasileiros é fundamental. Outros imigrantes, como os coreanos que chegaram ao país depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ainda são tratados como cidadãos de segunda classe, segundo a reportagem.

Em Homi, as placas estão sinalizadas em japonês e português, os restaurantes servem comida brasileira e há revistas brasileiras. Além disso, um supermercado japonês foi trocado por uma loja nipo-brasileira, segundo a reportagem.

Por outro lado, nem tudo é exemplo de integração. O "barulho" e o atraso dos brasileiros causam incompreensões entre os japoneses, e alguns brasileiros expressaram o sentimento de não se sentirem bem-vindos.

 

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