Mundo
03/11/2008 - 10h23

Obama perde vantagem em Ohio e Virgínia e reduz margem no Colégio Eleitoral

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colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, passou o domingo em intensa campanha por Ohio, um dos Estados considerados cruciais para a eleição desta terça-feira. Contudo, nem mesmo o show de Bruce Springsteen parece ter ajudado já que o site Real Clear Politics aponta que o Estado voltou ao grupo dos indefinidos a um dia da votação.

Ohio é um dos Estados mais disputados pelos dois candidatos já que conta com 20 dos 270 votos eleitorais necessários para garantir a Casa Branca, dentro do sistema de votação indireta americano.

No domingo, Obama apareceu em um grande comício com o cantor Bruce Springsteen, que pediu aos cerca de 80 mil espectadores que votem nesta terça-feira pelo senador por Illinois.

Alguns minutos depois do show, Obama começou seu discurso e lembrou aos presentes:
"Não o adiem, temos trabalho a fazer". Ohio é um dos Estados que permitem a votação antecipada, processo que já conta com mais de 23 milhões de votos e, ao que indicam os dados preliminares, favorece o democrata.

Obama, que ainda é o favorito na média das pesquisas nacionais, com 50,5% a 44,2% de McCain, segundo o site Real Clear Politics, perdeu também sua vantagem na Virgínia, que tem 13 votos eleitorais e agora soma-se aos outros nove Estados indefinidos, a um dia da eleição presidencial.

Com as perdas, Obama tem 278 votos eleitorais, apenas oito a mais do que o necessário para garantir a Casa Branca e o suficiente para dar esperanças aos republicanos, que contam com 132 votos.

No sistema de eleição indireta americano, são os votos do colégio eleitoral que definem quem será o próximo presidente. Assim, cada Estado elege um número de representantes do colégio eleitoral --proporcional à população local-- que declara seu voto em um dos candidatos à Presidência. Este voto, normalmente, endossa a votação popular.

Destes votos, aponta o site, Obama conta com apenas 238 sólidos e outros 40 que devem favorecê-lo na votação de amanhã. O senador McCain tem 118 sólidos, a maioria em redutos republicanos no centro do país e 14 prováveis. Outros 128 votos estão indefinidos por pesquisas que apontam empates estatísticos, vantagens dentro da margem de erro.

Na prática, os analistas apontam que a eleição será definida em cerca de dez Estados-chaves, nos quais a disputa está mais acirrada. A lista incluiu, além de Ohio e Virgínia, Flórida, Arizona, Montana, Dakota do Norte, Indiana, Geórgia, Carolina do Norte, Missouri.

Mudanças

Não é apenas em Ohio e Virgínia que o mapa eleitoral mudou nos últimos dias. Arkansas e Dakota do Sul passaram no sábado (1º) de solidamente pró-McCain para apenas inclinados em favor do republicano.

Arizona, Estado pelo qual McCain é senador, passou de provável republicano a indeciso na sexta-feira (31). E a Pensilvânia passou de solidamente pró-Obama a inclinada ao democrata.

Apostando nessa volatilidade, McCain foi à Pensilvânia e a New Hampshire ontem, dois Estados que votaram no Partido Democrata em 2004. Hoje, McCain deve ir a seis Estados, incluindo Virgínia e Flórida.

O mapa abaixo mostra a tendência de cada Estado dos EUA na eleição para presidente. Com base em pesquisas de intenção de voto de diversas fontes, ele aponta, em vermelho, quais Estados que devem preferir o republicano John McCain; e, em azul, os que darão maioria ao democrata Barack Obama. Os indecisos estão em cinza.

Sobre cada Estado está o número de votos que ele possui no Colégio Eleitoral. Na maioria das vezes, o candidato que vence naquele Estado recebe todos os votos dele no colégio, e esse resultado do colégio é o que, de fato, escolhe o vencedor.

Arte/Folha Online
Tendências 03/11/2008

Com Folha de S. Paulo

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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