Mundo
04/11/2008 - 07h02

Mulher de McCain é reservada e complexa

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

Cindy McCain, rica herdeira do Arizona reservada e complexa, empresária por obrigação e filantropa por devoção, nasceu dia 20 de maio de 1954 em Phoenix, no Estado do Arizona. Mulher do candidato presidencial republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, Cindy Lou Hensley foi a única filha do segundo casamento de James Hensley e Marguerite Smith, que já tinham filhos de uniões anteriores.

Seu pai, um veterano da Segunda Guerra Mundial, criou um pequeno negócio de licores, a Hensley & Co., que se transformaria em uma das maiores distribuidores de cerveja do país. Cindy cresceu em uma família rica e com a atenção típica que qualquer filho único recebe, apesar de ter duas meias-irmãs, e herdou uma fortuna superior a US$ 100 milhões.

Chris Gardner /Efe

James Hensley a preparou para que assumisse as rédeas do negócio familiar, embora ela se interessasse mais pela educação de crianças carentes. A herdeira dos Hensley tem mestrado em Educação Especial pela Universidade do Sul da Califórnia e trabalhou em um bairro pobre de Phoenix com crianças com síndrome de Down.

Na primavera de 1979, viajou com seus pais ao Havaí, onde conheceu John McCain. Os dois mentiram sobre a idade: McCain, que tinha 41 anos, disse ter 37, e Cindy, de 24, assegurou ter 27. O amor entre os dois foi à primeira vista. O único problema é que McCain era casado, embora sua relação passasse por um momento turbulento. Menos de um ano depois, estavam casados.

McCain fez do Arizona sua terra adotiva, e iniciou uma carreira política sustentada pela fortuna e os contatos de seu sogro. Em 1982, conquistou uma cadeira no Congresso e os McCain se mudaram para Washington, uma cidade na qual Cindy nunca se acostumou a viver.

Depois de sofrer vários abortos espontâneos, Cindy descobriu que estava mais uma vez grávida em 1984, e os médicos lhe recomendaram repouso. Foi a desculpa perfeita para retornar ao Arizona. Foi desta maneira que assumiu as rédeas de um lar em que o marido estava presente apenas nos fins de semana, e no qual sete filhos foram criados: três do primeiro casamento de McCain, três da união do casal, e uma adotada em Bangladesh.

Cindy conciliou suas tarefas de mãe e empresária com a filantropia, que desenvolveu após comprovar as condições precárias dos hospitais de países em desenvolvimento durante uma viagem à Micronésia. Então, fundou a ONG American Voluntary Medical Team, um grupo dedicado a enviar medicamentos e material médico ao Terceiro Mundo.

A ONG se dissolveria posteriormente, após um dos episódios mais obscuros na vida de Cindy: sua dependência a vários analgésicos, que inclusive chegou a roubar da organização, e que usava para controlar a dor causada por várias cirurgias nas costas. Cindy admitiu seu problema em uma noite de 1992, depois de sua mãe, alarmada por sua perda de peso e sua aparência, lhe perguntar o que estava acontecendo.

Seu marido não soube de nada até um ano depois, quando foi iniciada uma investigação para averiguar por que medicamentos da American Voluntary Medical Team tinham desaparecido.

Na ocasião, um jornal local publicou uma caricatura que a apresentava como uma drogada, e as críticas a seu marido durante a campanha presidencial de 2000, que a fizeram chorar em público, a levaram a desenvolver um impenetrável muro de proteção que lhe deu a fama de distante.

Cindy, que sobreviveu a um derrame cerebral em 2004, gostaria de se transformar em uma primeira-dama ao estilo da princesa Diana. Mas as pesquisas eleitorais, que mostram seu marido atrás do rival democrata, Barack Obama, indicam que seu sonho não será fácil de ser realizado.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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