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03/11/2008 - 11h25

McCain faz campanha em sete Estados; Obama visita a Flórida

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colaboração para a Folha Online

O presidenciável republicano, John McCain, reforçou a campanha na reta final e visita sete Estados nesta segunda-feira, um dia antes das eleições nos Estados Unidos.

Ele fará comícios na Flórida, Tenesse, Pensilvânia, Indiana, Novo México, Nevada e Arizona, que estão entre os Estados que deram vitória ao presidente George W. Bush, então candidato do seu partido nas últimas eleições. Já o democrata Barack Obama deverá concentrar seus esforços na Carolina do Norte, Virgínia e também na Flórida.

McCain tenta, no último dia, reverter a vantagem do adversário apontada pelas pesquisas eleitorais. Segundo números da Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgados nesta segunda-feira, Barack Obama tem sete pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain --51% a 44%.

Gary I Rothstein/Stephan Savoia/Efe/AP/29.10.2008
Candidatos reforçam campanha na véspera das eleições. Jonh McCain visita sete Estados nesta segunda e Barack Obama três
Candidatos reforçam campanha na véspera das eleições. Jonh McCain visita sete Estados nesta segunda e Barack Obama três

Na corrida para angariar os votos e tentar conquistar os indecisos, McCain acelerou o ritmo de campanha, e, inclusive, abriu mão da tradicional ida ao cinema no dia da eleição. Neste ano, McCain preferiu investir em uma agenda de última hora, com comícios em Colorado e no Novo México, considerados cruciais para a eleição desta terça-feira.

Já o candidato Barack Obama vai também à Flórida, onde McCain estará em campanha. Neste domingo, o democrata passou o domingo em intensa campanha por Ohio.

Apesar dos esforços, o site Real Clear Politics aponta que a região voltou ao grupo dos indefinidos a um dia da votação. Ohio é um dos Estados mais disputados pelos dois candidatos, já que conta com 20 dos 270 votos eleitorais necessários para garantir a Casa Branca, dentro do sistema de votação indireta americano.

Pesquisas

Obama, que ainda é o favorito na média das pesquisas nacionais, com 50,5% a 44,2% de McCain, segundo o site Real Clear Politics, perdeu também sua vantagem na Virgínia, que tem 13 votos eleitorais e agora soma-se aos outros nove Estados indefinidos, a um dia da eleição presidencial.

Com as perdas, Obama tem 278 votos eleitorais, apenas oito a mais do que o necessário para garantir a Casa Branca e o suficiente para dar esperanças aos republicanos, que contam com 132 votos.

No sistema de eleição indireta americano, são os votos do colégio eleitoral que definem quem será o próximo presidente. Assim, cada Estado elege um número de representantes do colégio eleitoral --proporcional à população local-- que declara seu voto em um dos candidatos à Presidência. Este voto, normalmente, endossa a votação popular.

Desses votos, aponta o site, Obama conta com apenas 238 sólidos e outros 40 que devem favorecê-lo na votação de amanhã. O senador McCain tem 118 sólidos, a maioria em redutos republicanos no centro do país e 14 prováveis. Outros 128 votos estão indefinidos por pesquisas que apontam empates técnicos, ou seja, vantagens dentro da margem de erro.

Na prática, os analistas apontam que a eleição será definida em cerca de dez Estados-pêndulo, onde a disputa está mais acirrada. A lista incluiu, além de Ohio e Virgínia, Flórida, Arizona, Montana, Dakota do Norte, Indiana, Geórgia, Carolina do Norte, Missouri.

Arte/Folha Online
Tendências 03/11/2008
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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