Mundo
04/11/2008 - 07h05

Michelle é a rocha da família Obama, diz o presidenciável democrata

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

Sua mãe a descreve como "um caráter forte", seus críticos como "dominante", e seu marido, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, como "rocha" da família, uma mulher firme que o mantém com os pés na terra. Michelle Obama, advogada de Chicago de 44 anos que pode se transformar na próxima primeira-dama dos Estados Unidos, não se amedronta perante as dificuldades na vida.

Nascida e criada em um bairro pobre e negro no sul de Chicago, seus pais a educaram para que pensasse no possível e não no impossível, e a motivaram a se superar e ter a educação que eles não puderam ter. "Meus pais repetiram várias vezes para mim e para meu irmão Craig: 'Não nos digam o que não podem fazer e não se preocupem com o que poderia não funcionar'", diz Michelle com freqüência nos atos eleitorais a favor de seu marido.

Sara D. Davis/AP

Sua mãe, Marian, forneceu o carinho e a disciplina necessários para que seus filhos, a quem só deixava ver televisão uma hora por dia, seguissem em frente. Seu pai, Fraser Robinson, era um homem de poucas palavras e muita autoridade que madrugava diariamente para ir para o trabalho no departamento de serviços hidráulicos da Prefeitura de Chicago, apesar de sofrer de esclerose múltipla.

"A última coisa que queríamos era decepcioná-lo", declarou Michelle Obama em fevereiro passado em entrevista à "Newsweek", na qual lembrou que quando pequena derramava lágrimas quando, por causa de alguma travessura, seu pai lhe dizia "estou decepcionado".

A jovem Michelle se propôs a não decepcioná-lo e ignorou os professores que lhe disseram que não tinha a capacidade para ir a uma universidade Ivy League, um reduzido grupo de exclusivos centros acadêmicos no litoral Leste do país. Sua força de vontade a levou a duas dessas universidades: Princeton e Harvard, onde estudou sociologia e direito.

Em ambos os centros envolveu-se em atividades para aumentar a minúscula cota de professores e estudantes negros.

Quando saiu de Harvard começou a trabalhar em um famoso escritório de advogados de Chicago, onde alguns anos mais tarde chegaria Obama, que pouco depois de conhecê-la convidou-a "para sair". Michelle Obama se mostrou reticente em um primeiro momento a "misturar prazer com negócios", mas demorou pouco a se render aos encantos dele.

Em 1991, faleceu seu pai e quase ao mesmo tempo uma de suas melhores amigas morreu em Princeton. Esses dois eventos fizeram com que remodelasse sua vida, levando-a a buscar sua verdadeira paixão: o trabalho social, e a deixar-se guiar por ela. Em 1992 se casou com Obama.

A entrada de Obama na corrida presidencial a levou a deixar temporariamente seu trabalho para envolver-se em tempo parcial na campanha, uma tarefa que divide com sua prioridade "número um": o cuidado de suas filhas Malia e Sasha.

Sua maior exposição pública deixou claro que Michelle é uma pessoa segura de si mesma, mas também alguém com uma personalidade forte, direta e sarcástica, o que lhe causou problemas. Em fevereiro, ganhou fama de "ressentida", após dizer que era a primeira vez que se sentia "realmente orgulhosa de seu país".

Essas afirmações foram feitas para dizer que não tinham nada a ver com o fato de Obama ser o primeiro negro a concorrer à Casa Branca, mas com a grande participação popular no processo.

Além disso, seus comentários que Obama ronca, tem mau hálito de manhã, se esquece de colocar a manteiga na geladeira e deixa meias soquetes jogadas por toda a casa, ajudaram-na a ganhar os qualificativos de mulher "dominante" e "castradora", como a descreveu Maureen Dowd, colunista de "The New York Times".

Ela diz que o que procura é "humanizar" Obama. Seu esposo a defende, assegurando que é o amor de sua vida e a mulher que o ajuda a "não desnortear-se".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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