Eleitor indeciso quer evitar decisão impulsiva nos EUA, diz revista
da Folha Online
O eleitor indeciso quanto ao candidato em que vai votar na eleição presidencial dos Estados Unidos nesta terça-feira (4) pode se defender ao se lembrar que ele está "completamente imune ao grande inimigo da democracia deliberativa: o entusiasmo selvagem", e, por esperar para não tomar uma decisão impulsiva, merece respeito, diz um artigo da revista americana "Time".
"Você pode rir deles. Pode chamá-los de insignificantes, estúpidos ou mesmo racistas [...] Diferentemente dos devotos de Obama e dos fãs raivosos de McCain e Palin, o eleitor indeciso está à espera", diz o artigo, intitulado "Seriously, Who Are These Undecided Voters?" ("Afinal, quem são esses eleitores indecisos?", em tradução livre). O texto ainda lembra que a indecisão maior ocorre por parte das mulheres --cerca de 63% do total de indecisos, segundo pesquisa do instituto Pew Research Center.
"Deveríamos respeitar os eleitores indecisos porque eles estão tentando pesar os prós e contras e não ser levados por respostas impulsivas, automáticas. No fim, a maioria vai seguir seus instintos (...) Mas aqueles que conseguem esperar até às vésperas de uma grande eleição e ainda assim se descreverem conscientemente como indecisos --isso é um ato de vontade democrática deliberativa", diz o texto.
"Resumindo, deveríamos dar um alívio para o eleitor indeciso", que está ocupado, não é uma pessoa apegada à política e está muito preocupada em tomar a decisão certa, afirma o artigo.
O texto também destaca que que o voto dos indecisos pode ser decisivo nos chamados "swing-states" (Estados-pêndulos), nome dado a Estados que tradicionalmente não são redutos de nenhum dos dois partidos e que, portanto, acabam decidindo as eleições. Segundo o artigo da "Time", o bloco dos eleitores indecisos em alguns desses Estados, como Flórida e Missouri, é maior tanto que o dos partidários do democrata Barack Obama como do republicano John McCain.
O instituto Pew também mostrou em uma pesquisa, feita entre 23 e 26 de outubro com 1.325 eleitores registrados, que 6,2% desses entrevistados respondeu "não sei" ou "qualquer um" quando questionado sobre qual o candidato de sua preferência. Esses eleitores, segundo a pesquisa, tendem a ser mais velhos que a maioria e a ter menos formação escolar.
Outras características desses eleitores são salários menores, "o que significa que eles têm menos tempo para dar atenção à política". Apenas 37% dos que se declararam indecisos disseram acompanhar com atenção as notícias sobre a eleição presidencial. Entre quem já se decidiu por um candidato, essa parcela chega a 55%.
"Com essa composição demográfica, os viciados em política podem olhar com desprezo para os indecisos. Mas esses viciados em políticas deveriam lembrar que algumas pessoas têm vidas de verdade, não vidas passadas a atualizar constantemente as médias das pesquisas", diz o texto.
A "Time" cita a eleitora Regina Hansley, 63, de Ohio (centro-norte do país), que falou com o diário "Los Angeles Times"; ela normalmente volta com os democratas, o que poderia indicar uma preferência por Obama --mas não desta vez. "Não é um problema de raça, que fique claro", diz Hansley. "Estou com raiva e cansada e não acho certo que as pessoas estejam perdendo suas casas e seus empregos. Eu não acredito em nenhum [dos dois candidatos]. Eu realmente não sei em quem vou votar."
Risco emocional
O artigo diz que a demora em se decidir por um ou outro candidato pode ser produto de ignorância, desonestidade ou mesmo um fingimento, para parecerem isentos e esclarecidos. O psicólogo Steven Hayes, da Universidade de Nevada, disse que as pessoas tendem a adiar o momento da decisão quando "as conseqüências da decisão podem ser muito negativas".
Em uma decisão como a de escolher um candidato à presidência, não há risco de vida --"ao menos, não diretamente", diz a "Time", mas pessoas com uma disposição para a indecisão "tem mais dificuldade em avaliar quanto risco está envolvido em alguma escolha particular". Segundo Hayes, os indecisos querem muito tomar a decisão certa, mas temem as conseqüências emocionais de tomar a decisão errada.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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