EUA devem questionar tendência da imprensa à esquerda após eleição, diz artigo
da Folha Online
A tendência da imprensa dos EUA se voltou "perigosamente" demais para a esquerda e o país terá de lidar com a questão do "viés da mídia" terá de ser abordada "de maneira honesta e sincera" depois que a eleição presidencial tiver passado e "o choque, a euforia e as animosidades ficarem mais administráveis", diz artigo publicado no diário americano "The New York Times" ("NYT").
O artigo, assinado por Douglas MacKinnon, que foi secretário de imprensa do ex-senador Bob Dole, ele destaca que, sendo um "conservador independente", ele espera ver a "mídia liberal espreitar por toda parte", mas que mesmo editores de jornais considerados liberais consideram que "o 'pêndulo' das notícias se voltaram perigosamente para a esquerda".
Ele cita como exemplo a declaração dos editores John Harris e Jim Vandehei, do site Politico.com, sobre a reportagem publicada no site "Why McCain Is Getting Hosed in the Press" ("Por que McCain está sendo rejeitado na imprensa?", em tradução livre):
"Sim, nas semanas mais próximas da eleição, John McCain e Sarah Palin [candidatos à presidência e à vice-presidência respectivamente pelo Partido Republicano] foram rejeitados na imprensa, e no político. E sim, com base em 35 anos na área da imprensa, temos um palpite informado --embora não científico como um estudo do Pew [Research Center, um instituto de pesquisa]-- que o [candidato democrata à Presidência dos EUA] Barack Obama vai levar os votos de provavelmente 80% ou mais dos jornalistas que cobrem a eleição de 2008. A maioria dos jornalistas que conhecemos é de centro (...), mas com uma leve tendência liberal, principalmente em questões sociais. E daí?"
"Quem liga se '80% ou mais dos jornalistas que cobrem a eleição de 2008'? Jornalistas, editores, executivos, os candidatos e o povo americano deveriam ligar", diz MacKinnon.
Já declararam apoio a Obama jornais influentes dos EUA, como "The New York Times", "Los Angeles Times", "Chicago Tribune" e "Washington Post". Mesmo o "The Anchorage Daily News", principal jornal do Alasca (Estado governado por Palin), endossou a candidatura de Obama. Segundo o diário, escolher John McCain, 72 --que será o presidente mais velho dos EUA se eleito--, significa colocar Palin a um passo da Presidência.
Além destes, a revista britânica "The Economist" em sua edição mais recente declarou apoio a Obama. O editorial da publicação diz que "a 'Economist' não tem um voto, mas se tivesse, o daria a Barack Obama'. Segundo a revista, Obama "mostrou claramente que oferece as melhores chances de restaurar a autoconfiança da América".
"Independente de a imprensa estar correta ou incorreta sobre a vitória de Obama, ela não deveria estar preocupada sobre que 'resquício de credibilidade vai restar?' Ela não deveria estar preocupada com os numerosos estudos e as observações de vários jornalistas que mostram que a mídia pendeu demais para a esquerda?", questiona MacKinnon.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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