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03/11/2008 - 13h17

Tira-dúvidas sobre as eleições nos Estados Unidos

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da Folha Online

Os cidadãos americanos decidem nesta terça-feira (4) quem será o 44º presidente do país, o senador democrata Barack Obama, 47, ou o senador republicano John McCain, 72. Nos EUA, o sistema eleitoral é indireto e bastante diferente do brasileiro.

Saiba mais sobre o que está em jogo e tire suas dúvidas sobre as eleições:

O que está em jogo?

Quando vão as urnas, os americanos elegem o próximo presidente; os 435 novos membros da Câmara dos Representantes (a Câmara dos Deputados); e cerca de um terço --33-- dos Senado. Em 11 Estados, eles ainda escolhem o governador. Há Estados ainda nos quais os eleitores aproveitam a ocasião para votar em referendos regionais.

Quem concorre à Presidência?

O democrata Obama e seu companheiro de chapa, Joe Biden; o republicano McCain e sua companheira, Sarah Palin; o independente Ralph Nader e o Bob Barr, do Partido Libertário. Só o democrata e o republicano têm chances reais de chegar à Casa Branca.

Quando acontecem as eleições?

O dia 4 de novembro é o dia oficial de votação, em todo o país. Em 31 Estados, porém, os eleitores podem comparecer dias antes a locais de votação para fazer a sua escolha. Esse método tem como objetivo evitar problemas com o comparecimento em massa, no dia 4. O período de votação antecipada varia em cada Estado --pois as regras eleitorais são definidas no âmbito estadual e não federal-- mas, normalmente, se inicia de dez a 14 dias antes da data oficial da eleição e acaba na sexta-feira anterior (31).

Existem ainda sistemas de votação antecipada por e-mail ou carta.

Qual é o peso do eleitor no sistema americano?

Nos EUA, quem escolhe o novo presidente é o chamado Colégio Eleitoral, um conjunto de representantes eleitos pelos eleitores de cada Estado. O número de representantes a que cada Estado tem direito varia de acordo com a população --há, ao todo, 538. Embora não sejam obrigados, na prática, os representantes de um Estado votam segundo a escolha da maioria dos eleitores daquele Estado.

O processo de votação do Colégio Eleitoral termina apenas em 15 de dezembro. O anúncio oficial do resultado vem mais tarde ainda, em 6 de janeiro de 2009.

De quantos votos o candidato precisa para se eleger?

O candidato à Presidência precisa receber ao menos 270 votos dentro do Colégio Eleitoral.

O que acontece em caso de empate?

Se houver empate no Colégio Eleitoral, a Câmara é que escolhe, por meio de uma votação por cédulas, o presidente. Nesse caso, cada Estado tem direito a apenas um voto, e existe um quorum mínimo necessário --um ou mais representantes de no mínimo dois terços dos Estados americanos. Se ainda assim não houver definição, a decisão vai para o Senado. O vice-presidente será quem receber mais votos no Colégio Eleitoral; em caso de empate, o Senado é quem escolhe, em uma votação por cédulas, o vice.

Quais são os Estados considerado decisivos?

Flórida (27 cadeiras no Colégio Eleitoral), Pensilvânia (21), Ohio (20) e Missouri (11) estão entre os Estados considerados estratégicos não só pela quantidade de votos, mas porque são bastante disputados (caso de Ohio e Flórida) ou porque tradicionalmente elegem o vencedor do pleito (caso de Ohio e Missouri).

Em quais Estados a preferência ainda está indefinida?

Flórida, Ohio, Virgínia, Geórgia, Carolina do Norte, Indiana, Missouri, Arizona, Dakota do Norte e Montana.

Quando o novo presidente assume o cargo?

O presidente eleito assume no dia 20 de janeiro de 2009.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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