Mundo
03/11/2008 - 13h43

Jornal do Estado pelo qual McCain é senador declara apoio a Obama

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da Folha Online

O jornal americano "Arizona Daily Star" declarou neste domingo (2), em um editorial, seu apoio ao candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. O jornal é um dos principais do Estado (no sudoeste do país e que fica na fronteira com o México), pelo qual o rival de Obama, o republicano John McCain, é senador.

"A hora é agora e o líder é Barack Obama. O 'Star' apóia Obama para presidente dos Estados Unidos", diz o editorial.

Reprodução
O "Arizona Daily Star" também manifestou apoio ao candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama
O "Arizona Daily Star" também manifestou apoio ao candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama

No editorial, o jornal declara que o futuro dos EUA requer um líder capaz de transformações e de guiar o país para uma nova era. "O solo dos EUA está se movimentando. Uma mudança de gerações está a caminho com ou sem os senadores John McCain e Barack Obama", diz o texto.

O editorial cita McCain, que disse na convenção republicana deste ano que é hora de "levantar e lutar". "McCain está correto sobre ser hora de levantar (...) No entanto, os modos do passado, o que, acreditamos, McCain compreende, não funcionarão nestes novos EUA. O futuro exige novas ferramentas e novas experiências. É preciso colocar valor em mais do que apenas amor ao país. Temos de abraçar de novo os ideais americanos e guiar o mundo a um caminho mais sólido de prosperidade e paz", diz o texto.

As preocupações agora são sobre o futuro, sobre "o momento e o movimento para engajar os americanos de formas não vistas antes, principalmente com um pano de fundo de crise econômica sem par desde a Grande Depressão", diz o editorial.

"Esse momento na história requer coragem para mudar. Nosso país tem de encontrar uma forma de recuperar a confiança de que o governo é do povo, pelo povo e para o povo --todo o nosso povo."

A situação da disputa pela Casa Branca no Estado ainda é incerta: o site Real Clear Politics mostra que McCain conta com 49,3% dos eleitores, contra 45,8% de Obama --uma vantagem de apenas 3,5 pontos percentuais. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de outubro.

Em 2000, o presidente George W. Bush (republicano) venceu no Estado com uma maioria sólida de 6,3 pontos percentuais e, em 2004, a maioria se consolidou ainda mais, com 10,5 pontos percentuais.

Imprensa

Obama já obteve apoio de alguns dos jornais mais influentes nos EUA, como "The New York Times", "Los Angeles Times", "Chicago Tribune" e "Washington Post". Mesmo o 'The Anchorage Daily News", principal jornal do Alasca, endossou a candidatura de Obama --o Estado é governado pela candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin.

Segundo o 'Anchorage', escolher John McCain, 72 --que será o presidente mais velho dos EUA se eleito--, significa colocar Palin a um passo da Presidência.

Além destes, a revista britânica "The Economist" em sua edição mais recente declarou apoio a Obama. O editorial da publicação diz que "a 'Economist' não tem um voto, mas se tivesse, o daria a Barack Obama". Segundo a revista, Obama "mostrou claramente que oferece as melhores chances de restaurar a autoconfiança da América".

A tendência da imprensa dos EUA em direção a Obama fez Douglas MacKinnon, que foi secretário de imprensa do ex-senador Bob Dole, dizer que a imprensa se voltou "perigosamente" para a esquerda, em um artigo publicado no diário americano "The New York Times" ("NYT").

"Independente de a imprensa estar correta ou incorreta sobre a vitória de Obama, ela não deveria estar preocupada sobre que 'resquício de credibilidade vai restar?' Ela não deveria estar preocupada com os numerosos estudos e as observações de vários jornalistas que mostram que a mídia pendeu demais para a esquerda?", questiona MacKinnon.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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