Mundo
03/11/2008 - 16h00

Quenianos se animam com possível eleição de Obama

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Colaboração para a Folha Online

A possibilidade do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, 47, virar presidente dos EUA está gerando euforia no Quênia, país de origem de seu pai. Os quenianos têm música, camisetas estampadas com sua imagem e microônibus enfeitados para homenageá-lo na esperança de ver um primeiro presidente negro nos Estados Unidos.

Depois de ter sido bem recebido no Quênia em 2006, Obama vem empolgando cada vez mais os quenianos, beirando a idolatria na comunidade Luo, uma das mais importantes do país, à qual pertencia o pai de Obama. "Todo mundo está extremamente feliz e emocionado e querendo celebrar o dia seguinte às eleições", disse o meio-irmão do candidato, em sua casa na cidade queniana de Kogelo.

Riccardo Gangale/AP
Imagem do democrata Barack Obama substitui fotos de ídolos do futebol inglês e rap americano para enfeitar traseira de microônibus
Imagem do democrata Barack Obama substitui fotos de ídolos do futebol inglês e rap americano para enfeitar traseira de microônibus

A banda queniana Kenge Kenge compôs música que é verdadeira ode ao democrata, misturando orutu --instrumento tradicional de corda--, percussões e um instrumento de sopro parecido com um chifre. "Vai vender com certeza. Já tem gente pedindo o CD. Começamos a cantar um trecho da música no show e vimos que pegaria", explicou entusiasmado o líder da banda George Achieng.

"Na América, a bênção é Obama. Os americanos em favor da verdadeira mudança votam em Obama. Na América, o momento chegou, se vocês perderem esta oportunidade, será tarde demais", canta Kenge Kenge.

Os quenianos mantêm, no entanto, a cabeça fria e não esperam com a possível chegada de Barack Obama ao poder uma melhora na sua vida diária, mas o orgulho de ver um negro, ainda mais de origem queniana, se tornar o homem mais poderoso do planeta. "É sempre branco, branco, branco. Pelo menos uma vez, estamos orgulhosos e rezamos realmente para que ele chegue lá", disse Bella Awuor.

A irmã dela, Josephine Adhiambo, prefere ser prudente: "nunca houve um presidente americano negro. Então há chances de os eleitores americanos acabarem não o escolhendo no final das contas".

Os donos dos "matatus", os microônibus de transporte coletivo, tiraram os adesivos com as fotos de seus ídolos do futebol inglês ou do rap americano, que enfeitam a traseira de seus veículos, para colocar a foto de Obama.

O criador Tony Ndolo diz estar ganhando dinheiro com a venda de camisetas da sua confecção com o slogan "Ndio Tunawesa", tradução em swahili de um dos slogans de campanha de Barack Obama, "Yes we can".

Com AP e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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