Republicanos lutam para manter assentos no Congresso
da Folha Online
Com menos dinheiro e com o fardo da crise econômica, os congressistas republicanos, em minoria no Congresso, lutam para manter seus assentos e conter o avanço democrata na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e Senado, segundo reportagem desta segunda-feira do "New York Times".
Nesta terça, os americanos votam para presidente, governador e em referendos em alguns Estados. O pleito também renovará os 535 membros da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e um pouco mais de um terço (35) das cem cadeiras do Senado. As pesquisas mostram que os democratas devem expandir a atual maioria no Congresso, assim como indicam que Barack Obama, 47, candidato do partido, deve ser o próximo morador da Casa Branca.
Veja gráfico com as maiorias no Congresso sob Clinton e Bush
| Evan Vucci/AP |
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| Líderes democratas, Nancy Pelosi (Câmara) e Harry Reid (Senado) |
A diferença de gasto entre os dois partidos é partido é enorme. Na semana passada, os democratas do Senado gastaram mais de US$ 67 milhões, enquanto os republicanos gastaram US$ 33,7 milhões.
A campanha dos democratas da Câmara gastou US$ 73 milhões, comparado a apenas US$ 20 milhões do republicanos, segundo relatórios de gastos de campanha.
Com a votação se aproximando, os republicanos do Senado usaram seus recursos remanescentes para tentar garantir a vaga de seus colegas em risco na Georgia, Minnesota, Mississippi, New Hampshire, Carolina do Norte e Oregon. Os deputados do partido, por sua vez, foram forçados a colocar dinheiro para garantir as cadeiras de Idaho, Indiana, Kentucky, Virginia e Wyoming.
Vislumbrando uma grande oportunidade para expandir a maioria que já têm tanto na Câmara quanto no Senado, os democratas gastaram muito em anúncios de TV. Os senadores democratas pressionam em nove Estados onde os republicanos tentam a reeleição. Enquanto isso, os deputados da legenda fazem propaganda em 63 distritos eleitorais, o dobro de distritos onde republicanos investiram e ajudaram seus candidatos.
"Expansão democrata"
"Estamos indo profundo nas áreas vermelhas", disse o deputado de Maryland Chris Van Hollen, sobre regiões tradicionalmente republicanas, citado pelo "NYT". "Nós estamos competindo agora em distritos onde (o presidente) George W. Bush venceu por largas margens em 2004."
Os democratas parecem ter consolidado seus ganhos na eleição legislativa de 2006 --quanto conquistaram a maioria-- e estão pressionando para além de seus redutos tradicionais nos centros urbanos para áreas até então dominadas pelo Partido Republicano, criando uma luta pelos subúrbios.
Tentando capitalisar a crise econômica, os deputados democratas estão focados nos assentos vazios e nos representantes dos subúrbios e de áreas ainda mais afastadas --a "base tradicional do poder republicano na Câmara", diz o "NYT".
Com as disputas mais acirradas para a Câmara acontecendo em distritos controlados pelos republicanos que vão além das cidades, em Estados como Flórida, Michigan, Minnesota e Ohio, os democratas afirmam esperar que as vitórias lhes dêem o domínio sobre os subúrbios.
"Filibuster"
O mesmo ocorre entre os candidatos democratas ao Senado, que tentam ganhar nos Condados sem preferência partidária clara fora de centros urbanos e levar o partido na direção da maioria de 60 membros.
Com 60 ou mais senadores, um partido pode evitar o "filibuster", que consiste em um senador da oposição discursar para tentar atrasar e, efetivamente, bloquear a votação de um projeto.
Sobre assentos livres da Câmara, democratas dizem ter uma boa chance de conseguir inclusive aqueles vagos pelos deputados Ralph Regula e Deborah Pryce, de Ohio, Jim Ramstad, de Minnesota, Jerry Weller, de Illinois, e Rick Renzi, do Arizona.
Os republicanos que buscam a reeleição, e que os democratas acreditam que podem derrotar, são John R. Kuhl Jr., de Nova York, Joe Knollenberg, de Michigan, Tom Feeney e Ric Keller, da Florida, Don Young, do Alaska, Robin Hayes, da Carolina do Norte, e Bill Sali, de Idaho.
Os democratas afirmam terem sido capazes de apelar aos moradores dos subúrbios ao enfatizar a culpa republicana pela crise econômica. "Os eleitores dos subúrbios estão irritados que a sua qualidade e padrão de vida está sob ataque", disse o deputado Rahm Emanuel, de Illinois.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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