McCain encerra campanha com otimismo e acredita em virada
colaboração para a Folha Online
O candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, John McCain, 72, encerra nesta terça-feira a campanha com aparente "otimismo" e apostando em uma possível "virada" nas urnas, informou nesta segunda-feira o jornal americano "New York Times".
De acordo com a média de pesquisas nacionais divulgada hoje pelo site Real Clear Politics, Obama tem 50,7% das intenções de voto contra 44,3% de McCain.
De acordo com a publicação, ao longo da campanha o republicano ficava pelo menos "uma dúzia de vezes" ao telefone com o coordenador da campanha, Rick Davis, e o estrategista Steve Schmidt, sendo considerado uma "esponja de informações".
| Stephan Savoia/AP |
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| McCain ironizou campanha milionária de Obama e disse ser "republicano independente" |
Segundo os assessores, o ponto fraco de McCain foi o intervalo de sua campanha durante a negociação do repasse de US$ 700 bilhões destinado a ajudar as instituições financeiras atingidas pela crise. Na época, os republicanos afirmam que McCain foi descrito pelos amigos com "raivoso com si mesmo, com a campanha e com o mundo".
O anúncio do pacote provocou uma queda nas pesquisas e a "evaporação" da pequena vantagem de McCain em relação à candidatura de Barack Obama, 47. Para se contrapor ao democrata, que avançava dia após dia nas pesquisas, o republicano decidiu mudar o discurso e passou a investir nos ataques relacionados à suposta política de "distribuição de riquezas" de Obama.
Convencido de que poderá reverter a desvantagem em relação ao democrata nas urnas, McCain passou os últimos dias em viagens pelos Estados onde a disputa é mais acirrada, se alimentando a base de balas e fast food.
Sobre o alto investimento em propaganda na TV pela campanha adversária, McCain ridicularizou e disse que "só poderia pagar por meia hora em um canal de compras". "Sou um verdadeiro independente. Um republicano sem dinheiro", afirmou. Um dia após o comercial milionário de 30 minutos do democrata, o candidato pediu doações emergenciais aos eleitores para "se defender dos ataques de Obama".
Nos últimos dias, McCain reforçou os comícios na Flórida, Tenesse, Pensilvânia, Indiana, Novo México, Nevada e Arizona, que estão entre os Estados que deram vitória ao presidente George W. Bush, então candidato do seu partido nas últimas eleições (2004).
Na corrida para angariar os votos e tentar conquistar os indecisos, McCain acelerou o ritmo de campanha, e, inclusive, abriu mão da tradicional ida ao cinema no dia da eleição. Neste ano, McCain preferiu investir em uma agenda de última hora, com comícios em Colorado e no Novo México, considerados cruciais para a eleição desta terça-feira.
Obama
Obama terminou nesta segunda a campanha eleitoral agradecendo, por telefone, a ajuda de voluntários e da militância. O democrata recebeu hoje a notícia de que sua avó materna morreu no Havaí, de câncer, aos 86 anos.
| Jae C. Hong/AP |
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| Cansado, Barack Obama agradece a voluntários por telefone, do avião |
A bordo de um Boeing 757 da campanha, Obama fez uma conferência telefônica para agradecer todos os simpatizantes ao redor do país que ajudaram na campanha nos últimos meses. Com a aparência cansada e poucos sorrisos, Obama, que é conhecido pelo temperamento tranqüilo, tem alternado estados de humor um pouco "nervosos" devido à maratona de viagens pelo país.
Nos últimos dias, o democrata terminou de ler o livro "Ghost Wars: The Secret History of the C.I.A., Afghanistan and Bin Laden" (Luta de fantasmas: A história secreta de C.I.A, Afeganistão e Bin Laden). Além disso, Obama lê em média dois jornais por dia e consulta a internet o tempo todo por meio do seu telefone celular Blackberry pessoal para se manter atualizado das notícias.
Durante o final de semana, Obama visitou os Estados da Carolina do Norte, Virgínia e também a Flórida, onde realizou comícios ao lado do ex-vice-presidente Al Gore. Ontem, Obama permaneceu o dia em Ohio.
Com agências internacionais
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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