Mundo
03/11/2008 - 23h54

Obama encerra campanha abalado com a morte da avó materna

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da Efe, em Washington

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, 47, encerrou nesta segunda-feira sua campanha eleitoral entre a má notícia da morte da avó materna, na véspera das eleições, e o otimismo de sua vantagem nas pesquisas de intenção de voto.

Em um comício na Carolina do Norte, Obama pediu aos eleitores para comparecerem às urnas amanhã para "mudar os Estados Unidos".

"Temos um só dia", afirmou o candidato democrata. "Amanhã podemos optar por iniciar políticas que beneficiem a classe média, que ajudem não a Wall Street, mas as pessoas comuns", acrescentou.

Alex Brandon/AP
Democrata Barack Obama chora ao falar durante comício sobre sua avó materna, que morreu nesta segunda-feira, no Havaí
Democrata Barack Obama chora ao falar durante comício sobre sua avó materna, que morreu nesta segunda-feira, no Havaí

"Podemos deixar de lado políticas que só buscam ganhar eleições a cada quatro anos, que opõem região a região, Estado a Estado, democrata a republicano", prosseguiu.

"Amanhã podemos conseguir a mudança da qual precisamos", acrescentou.

Na homenagem à avó, que morreu hoje aos 86 anos em Honolulu, no Havaí, de câncer, o candidato --que em determinado momento não resistiu e começou a chorar, mas sem interromper o discurso-- falou sobre os "heróis calados" do país, que se sacrificam todos os dias em seus trabalhos para levar à frente suas famílias e a nação.

Na terça-feira, acrescentou, "temos a oportunidade de um dia para prestar homenagem a estes heróis calados" e votar a favor de políticas que demonstrem que seus sacrifícios não foram em vão.

Obama, que quer se tornar amanhã o primeiro presidente negro dos EUA, analisou seu um ano e meio de campanha.

"Quando começamos em Springfield, Illinois --onde anunciou sua candidatura--, sabíamos que tínhamos pela frente um enorme desafio, conseguir um novo tipo de política", afirmou.

"Os americanos são pessoas decentes e trabalhadoras. Quando nos unimos, podemos superar qualquer desafio", insistiu.

Encerramento

O democrata deve encerrar sua campanha oficialmente em Manassas (Virgínia) esta noite, mas na terça-feira ainda participará de atos em Indiana antes de ir a Chicago para receber os resultados e participar da festa da noite eleitoral de sua campanha.

O candidato, ao qual as pesquisas apontam como favorito, começou o dia em Jacksonville, na Flórida, onde falou: "Tenho uma palavra para vocês: amanhã".

"Nas últimas horas (antes do pleito) não podemos nos permitir afrouxar, sentar e relaxar, nem um só minuto, nem uma só hora, nem um só segundo. Em nenhum momento nas próximas horas", declarou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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