Mundo
04/11/2008 - 13h42

Milhares fazem filas nos EUA para participar de eleição histórica

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colaboração para a Folha Online

Milhares de eleitores americanos fazem filas em todo os Estados Unidos na manhã desta terça-feira para participar de uma eleição com expectativas de comparecimento recorde, de mais de 130 milhões. Na eleição de 2004, 125,7 milhões votaram, 63,8% dos eleitores registrados.

Veja galeria de imagens da votação

Os eleitores americanos parecem dispostos a enfrentar longas filas para votar em uma eleição que, não importa o resultado, entrará para a história do país. Se as pesquisas se confirmarem, o democrata Barack Obama será o primeiro presidente negro do país. Se os republicanos virarem o jogo, John McCain assume como o homem mais velho em primeiro mandato e sua vice, Sarah Palin, se consagra a primeira mulher vice-presidente do país.

Até o momento, houve reclamações, mas nenhum relato de problemas graves com os variados sistemas de votação nos Estados americanos --que vão de cédulas de papel a urnas eletrônicas. Contudo, os partidos Republicano e Democrata escalaram milhares de advogados e observadores para vigiar o processo de votação no país e garantir que não haja irregularidades.

Jacquelyn Martin/AP
People wait in line to vote on Election Day morning, in Washington, on Tuesday, Nov. 4, 2008. (AP Photo/Jacquelyn Martin)
Pessoas aguardam em fila, em Washington, para poder votar nesta terça-feira

As redes de televisão locais mostram longas filas nos locais de votação em 49 Estados dos EUA que já abriram suas urnas. O Havaí só deverá abrir os locais de votação às 13h (no horário de Brasília).

Em Maryland, dois eleitores reclamaram da espera de quase uma hora. Na Virgínia Beach, no Estado da Virgínia, as filas se estendiam por várias quadras enquanto os eleitores esperavam sob persistente chuva. Em um distrito do Estado, a diretora de uma biblioteca dormiu demais e atrasou o início da votação.

Em Delaware, Estado do candidato a vice democrata, Joe Biden, os eleitores chegavam a pé, de carro ou de bicicleta e as filas já se formaram uma hora antes da abertura dos locais de votação. Na escola Tatnall, em Greenville, quando Biden "[chegou para votar", as filas se estendiam por oito quadras para cada lado da entrada do colégio.

O jornal "The Observer", em Charlotte, Carolina do Norte, afirmou que a espera era de 30 a 90 minutos, situação similar a dos locais de votação na Carolina do Sul.

"Eu imagino que esta eleição passará aos livros de história e quero ser parte disso", disse o eleitor Mark Carter, que chegou a fila formada do lado de fora da escola primária Oakdale, em Charlotte, às 4h40, duas horas antes da abertura da votação.

Brendan McDermid/Reuters
U.S. Senator Charles Schumer (D-NY) (2nd L) stands in line to to vote in Brooklyn New York, November 4, 2008. At least 130 million Americans are expected to cast votes on a successor to unpopular Republican President George W. Bush and set the country's course for the next four years on the economic crisis, wars in Iraq and Afghanistan, an overhaul of health care and other issues. REUTERS/Brendan McDermid (UNITED STATES)
Senador democrata Charles Schumer (2º da esq. para dir.) aguarda para votar, em NY

Em Ohio, um dos Estados que podem decidir o resultado da corrida presidencial deste ano, os eleitores foram votar em uma manhã ensolarada. O jornal local "Cincinnati Enquirer" disse que a votação transcorre sem incidentes.

O clima também é calma em Minnesota, onde os eleitores formaram filas antes mesmo da abertura das urnas. O secretário de Estado, Mark Ritchie, disse esperar que ao menos 80% dos eleitores locais fossem as urnas nesta terça-feira. "Talvez possamos superar a marca recorde de 83%, registrada em 1956", afirmou.

Em alguns distritos de Nova Jersey, os eleitores tiveram que usar cédulas de papel por causa de falhas nas urnas eletrônicas.

Os primeiros resultados preliminares devem começar a ser divulgados a partir das 21h (0h desta quarta-feira, horário de Brasília), quando tiverem fechado boa parte dos centros de votação no litoral leste do país.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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