Mundo
04/11/2008 - 17h03

Erros e falhas em urnas aumentam filas de votação nos EUA

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colaboração para a Folha Online

As eleições gerais deste ano devem ter comparecimento recorde de 130 milhões, mas parte das longas filas que se vêem nos locais de votação em todo o país é resultado do complicado sistema de votação americano, erros e falhas nas urnas eletrônicas. Na eleição de 2004, 125,7 milhões votaram, 63,8% dos eleitores registrados.

Veja galeria de imagens da votação

Na Virgínia, conforme afirma a CNN, houve relatos de problemas como quebra de urnas eletrônicas e falha no leitor ótico das cédulas de votação. Em Chesapeake e Virginia Beach, os eleitores tiveram que recorrer às cédulas de papel para votar na disputa presidencial entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Matt Sullivan/Reuters
Voters cast their ballots in Columbus, Ohio, November 4, 2008. REUTERS/Matt Sullivan (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Eleitores votam em Columbus, Ohio, em dia de eleições que deve ter comparecimento recorde

No Condado de Cuyahoga, Ohio, a porta-voz do Comitê de Eleições, Kimberly Bartlett, afirmou que, nas primeiras horas, os eleitores receberam apenas a segunda das duas folhas da cédula de votação --que inclui não apenas os candidatos presidenciais, como os candidatos a 35 cadeiras do Senado e às vagas da Câmara dos Deputados.

Em Raleigh, Carolina do Norte, o diretor do Comitê de Eleições do Condado Wake relatou atrasos na entrega das cédulas e problemas causados pelas chuvas, que atingiram várias partes do país.

Em Kansas, Missouri, a eleitora Jessie Sargent disse esperar na fila há horas por problemas na lista de eleitores. "Era 5h quando eu cheguei e era a oitava na fila", disse. "Eu cheguei na mesa e percebi que eles tinham os cadernos errados. Depois de trocarem os cadernos, eles ainda acharam que estava errado e demoraram para perceber que o problema era a ordem das páginas".

"Havia muitas pessoas que deixaram a fila para ir para a escola ou o trabalho e eles não tinham cédulas provisórios ou livros para assinar", disse Sargent.

Atrasos

Chris Keaner/Reuters
Voters cast their ballots at a fire station in Salisbury, North Carolina, November 4, 2008. REUTERS/Chris Keane (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Eleitores votam em Salisbury, Carolina do Norte; eleitores relatam problemas na hora da votação

Em Virginia Beach, um dos locais de votação abriu mais tarde porque os funcionários responsáveis se atrasaram. Em um outro distrito do Estado, a diretora de uma biblioteca dormiu demais e também atrasou o início da votação. No Condado de Fairfax, vários cartões de memória das urnas eletrônicas falharam.

Em Richmond, relata a CNN, os eleitores do Centro de Matemática e Ciência também tiveram que votar com cédulas de papel por problemas nas máquinas, que já foram resolvidos.

Um eleitor de Shaker Heights, em Ohio, afirmou à rede que sua cédula de votação não incluía a opção para a disputa presidencial.

Eleitores no Texas, Missouri, Mississippi, Alabama e Arkansas disseram à CNN ter recebido mensagens de texto dizendo aos democratas para votar nesta quarta-feira, quando a votação estará encerrada. Um e-mail enviado a eleitores do arkansas dizia aos eleitores que eles poderiam depositar as cédulas amanhã.

Presidenciáveis

Os quatro candidatos à Casa Branca decidiram inspirar os eleitores e foram votar de manhã, pouco depois da abertura das urnas em seus Estados.

AP/Reuters
Barack Obama x John McCain votando
Democrata Barack Obama (esq.) e republicano John McCain (dir.) votaram nesta manhã

O candidato democrata à Presidência, Barack Obama, foi o primeiro a votar. Ele foi acompanhado de sua mulher, Michelle e as duas filhas, Sasha, 6, e Malia, 10 ao colégio Shoesmith, em Hyde Park, sul de Chicago.

O senador chegou às 7h36 (11h36 no horário de Brasília) e foi aplaudido pelos presentes.
"Eu votei", disse, ao segurar o comprovante da votação. "A jornada acaba, mas votar com minhas filhas, isso foi um grande negócio", completou, mais tarde, aos repórteres.

O seu companheiro de chapa, Joe Biden, votou quase ao mesmo tempo, em Delaware, Estado pelo qual é senador. Ao lado de sua mulher, Jill Tracy, e de sua mãe, ambas vestidas de vermelho, Biden chegou cedo à escola Tatnall, em Greenville, e demorou apenas poucos minutos para votar.

Horas depois, em Wasilla, no Alasca, a candidata a vice republicana, Sarah Palin, entrou na cabine de votação. Na saída, ao lado do marido, Palin deu uma entrevista coletiva e reiterou que tem experiência suficiente para governar.

Em Phoenix, no Arizona, o presidenciável republicano, John McCain, votou ao lado de sua mulher, Cindy. McCain foi ao centro de votação às 9h15 hora local (14h15 de Brasília), uma igreja metodista próxima a sua residência, onde era esperado pela imprensa.

Ela votou rapidamente, fez sinal de positivo com o polegar e deixou o lugar sem fazer declarações à imprensas no local.

Expectativa

Embora muitos eleitores tenham encontrado problemas durante a votação, a maioria parecia disposta a esperar horas em longas filas para participar de uma eleição histórica.

"Ficarei o quanto for necessário", disse Marian Goldberg, acrescentando que não perderia a votação que pode eleger o primeiro presidente negro do país, o homem mais velho a assumir o primeiro mandato ou a primeira mulher a assumir como vice-presidente.

Goldberg votou na Igreja Episcopal de atlanta, onde ao menos cem pessoas esperaram em uma fila de duas horas para votar. "Eu sou minha chefe, terei paciência".

Neste ano, 153,1 milhões de pessoas se registraram para votar. O número mais alto desde que se permitiu o voto feminino nos EUA, em 1920.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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