Erros e falhas em urnas aumentam filas de votação nos EUA
colaboração para a Folha Online
As eleições gerais deste ano devem ter comparecimento recorde de 130 milhões, mas parte das longas filas que se vêem nos locais de votação em todo o país é resultado do complicado sistema de votação americano, erros e falhas nas urnas eletrônicas. Na eleição de 2004, 125,7 milhões votaram, 63,8% dos eleitores registrados.
Veja galeria de imagens da votação
Na Virgínia, conforme afirma a CNN, houve relatos de problemas como quebra de urnas eletrônicas e falha no leitor ótico das cédulas de votação. Em Chesapeake e Virginia Beach, os eleitores tiveram que recorrer às cédulas de papel para votar na disputa presidencial entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.
| Matt Sullivan/Reuters |
![]() |
| Eleitores votam em Columbus, Ohio, em dia de eleições que deve ter comparecimento recorde |
No Condado de Cuyahoga, Ohio, a porta-voz do Comitê de Eleições, Kimberly Bartlett, afirmou que, nas primeiras horas, os eleitores receberam apenas a segunda das duas folhas da cédula de votação --que inclui não apenas os candidatos presidenciais, como os candidatos a 35 cadeiras do Senado e às vagas da Câmara dos Deputados.
Em Raleigh, Carolina do Norte, o diretor do Comitê de Eleições do Condado Wake relatou atrasos na entrega das cédulas e problemas causados pelas chuvas, que atingiram várias partes do país.
Em Kansas, Missouri, a eleitora Jessie Sargent disse esperar na fila há horas por problemas na lista de eleitores. "Era 5h quando eu cheguei e era a oitava na fila", disse. "Eu cheguei na mesa e percebi que eles tinham os cadernos errados. Depois de trocarem os cadernos, eles ainda acharam que estava errado e demoraram para perceber que o problema era a ordem das páginas".
"Havia muitas pessoas que deixaram a fila para ir para a escola ou o trabalho e eles não tinham cédulas provisórios ou livros para assinar", disse Sargent.
Atrasos
| Chris Keaner/Reuters |
![]() |
| Eleitores votam em Salisbury, Carolina do Norte; eleitores relatam problemas na hora da votação |
Em Virginia Beach, um dos locais de votação abriu mais tarde porque os funcionários responsáveis se atrasaram. Em um outro distrito do Estado, a diretora de uma biblioteca dormiu demais e também atrasou o início da votação. No Condado de Fairfax, vários cartões de memória das urnas eletrônicas falharam.
Em Richmond, relata a CNN, os eleitores do Centro de Matemática e Ciência também tiveram que votar com cédulas de papel por problemas nas máquinas, que já foram resolvidos.
Um eleitor de Shaker Heights, em Ohio, afirmou à rede que sua cédula de votação não incluía a opção para a disputa presidencial.
Eleitores no Texas, Missouri, Mississippi, Alabama e Arkansas disseram à CNN ter recebido mensagens de texto dizendo aos democratas para votar nesta quarta-feira, quando a votação estará encerrada. Um e-mail enviado a eleitores do arkansas dizia aos eleitores que eles poderiam depositar as cédulas amanhã.
Presidenciáveis
Os quatro candidatos à Casa Branca decidiram inspirar os eleitores e foram votar de manhã, pouco depois da abertura das urnas em seus Estados.
| AP/Reuters |
![]() |
| Democrata Barack Obama (esq.) e republicano John McCain (dir.) votaram nesta manhã |
O candidato democrata à Presidência, Barack Obama, foi o primeiro a votar. Ele foi acompanhado de sua mulher, Michelle e as duas filhas, Sasha, 6, e Malia, 10 ao colégio Shoesmith, em Hyde Park, sul de Chicago.
O senador chegou às 7h36 (11h36 no horário de Brasília) e foi aplaudido pelos presentes.
"Eu votei", disse, ao segurar o comprovante da votação. "A jornada acaba, mas votar com minhas filhas, isso foi um grande negócio", completou, mais tarde, aos repórteres.
O seu companheiro de chapa, Joe Biden, votou quase ao mesmo tempo, em Delaware, Estado pelo qual é senador. Ao lado de sua mulher, Jill Tracy, e de sua mãe, ambas vestidas de vermelho, Biden chegou cedo à escola Tatnall, em Greenville, e demorou apenas poucos minutos para votar.
Horas depois, em Wasilla, no Alasca, a candidata a vice republicana, Sarah Palin, entrou na cabine de votação. Na saída, ao lado do marido, Palin deu uma entrevista coletiva e reiterou que tem experiência suficiente para governar.
Em Phoenix, no Arizona, o presidenciável republicano, John McCain, votou ao lado de sua mulher, Cindy. McCain foi ao centro de votação às 9h15 hora local (14h15 de Brasília), uma igreja metodista próxima a sua residência, onde era esperado pela imprensa.
Ela votou rapidamente, fez sinal de positivo com o polegar e deixou o lugar sem fazer declarações à imprensas no local.
Expectativa
Embora muitos eleitores tenham encontrado problemas durante a votação, a maioria parecia disposta a esperar horas em longas filas para participar de uma eleição histórica.
"Ficarei o quanto for necessário", disse Marian Goldberg, acrescentando que não perderia a votação que pode eleger o primeiro presidente negro do país, o homem mais velho a assumir o primeiro mandato ou a primeira mulher a assumir como vice-presidente.
Goldberg votou na Igreja Episcopal de atlanta, onde ao menos cem pessoas esperaram em uma fila de duas horas para votar. "Eu sou minha chefe, terei paciência".
Neste ano, 153,1 milhões de pessoas se registraram para votar. O número mais alto desde que se permitiu o voto feminino nos EUA, em 1920.
Leia mais
- Ex-assessor de Bush prevê vitória ampla de Obama
- John McCain vota no Arizona
- Blog Pé na África: Além de Hollywood, África é lugar onde Obama tem mais popularidade
- Esperança por fim de bloqueio leva cubanos a apoiar Obama
- América Latina prefere Obama, mas teme continuar esquecida pelos EUA
- Lula compara eleição de Obama a "vitória da esquerda" e defende mudança
- 60% da América Latina é indiferente à corrida presidencial dos EUA
- Comércio com América Latina acirra disputa entre McCain e Obama
Livraria
- Entenda os EUA, sua história, política externa, a CIA e as guerras
- Entenda os princípios do REGIME DEMOCRÁTICO; leia capítulo
Especial






Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar