Aldeia da avó queniana de Obama já comemora eleição do democrata
da Efe
Os habitantes de Kogelo, no Quênia, povoado da avó paterna do candidato à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, comemoraram nesta terça-feira em grande estilo a jornada eleitoral, na qual o filho e neto de cidadãos quenianos busca se tornar o primeiro presidente negro americano.
| Jason Reed/Reuters |
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| Eleição do candidato Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos é considerada certa pela população no Quênia |
Vários jornalistas de todo o mundo tinham ido a Kogelo, uma aldeia ribeirinha do Lago Vitória, para tentar tomar declarações de Mama Sarah, a terceira esposa do avô de Obama, e outros parentes do candidato democrata, que apareceram na festa, mas falaram com a imprensa.
Após pouco mais de duas horas de orações, que pediram pela avó materna de Obama, que morreu ontem, Mama Sarah - cercada pelos parentes - apareceu para acompanhar os cantos e danças tradicionais africanos interpretados em homenagem ao neto.
Em meio a fortes medidas de segurança, em frente ao centro médico de Kogelo, entre parentes, coros, grupos de dança e religiosos, a idosa se transformou no centro das atenções de fotógrafos e câmeras, que, a partir daquele momento, acompanharam todos os movimentos de Mama Sarah.
Apesar de não ser avó biológica de Barack Obama e não falar inglês - também não fala suaíli, a língua mais comum no Quênia -, Sarah Obama, da etnia luo (a maior do país), é uma celebridade entre a população, que consideram a família como uma entidade mais ampla.
A milhares de quilômetros de distância das eleições nos EUA, os quenianos de Nyanza, distrito onde fica Kogelo, quiseram deixar marcada sua preferência e votaram, durante o dia todo, em eleições fictícias. Em um centro cultural de Kisumu, cidade mais próxima a Kogelo, duas urnas com os nomes "Barack Obama" e "John McCain", os candidatos democrata e republicano americanos, respectivamente, recolhiam os votos dos cidadãos.
"Não tenho nenhuma dúvida de que Obama vai ganhar, ele é nosso eleito", disse Emmanuel Otieno, que desempenhava as funções de delegado eleitoral atrás da urna do senador por Illinois. Os resultados foram divulgados horas depois no centro médico de Kogelo, e indicavam que "95% votaram em Obama em Nyanza", disse Sammy Weya, ex-parlamentar que se dirigiu aos cidadãos no posto de saúde do local.
Alguns cidadãos americanos também estavam hoje em Kogelo. "Fico com pena por terem tantas expectativas no que Obama possa representar para a África. As pessoas daqui acham que suas vidas vão mudar, mas não acho que seja o caso", afirmou o americano Paul Jameson, morador do Estado da Virgínia,
Alheios a essas opiniões, os habitantes de Kogelo e seus visitantes já esperam os resultados das eleições presidenciais sem dúvidas sobre a vitória de Obama, uma conquista na qual, apesar de tudo, se sentem envolvidos. "Esta noite, haverá muitas pessoas que não se mexerão da televisão até que se saiba quem ganhou. Nos Estados Unidos, não acontecerá o mesmo que no Quênia nas eleições passadas, ali não haverá engano e ele será o próximo presidente dos Estados Unidos", disse à Efe James Ochieno, morador de Kogelo.
Um telão gigante, colocado no centro médico, manterá ininterruptamente o povo informado sobre o andamento da votação e dos resultados, que devem sair no começo da manhã, no horário do leste da África.
Além de Kogelo, onde o governo está consertando a estrada diante da possibilidade de que Obama possa visitar a localidade, como fez em 2006, o resto do Quênia também aguarda com grande expectativa e esperança a eventual vitória de Obama.
Em Nairóbi, a "Obamania", e os jornais locais destinavam hoje suas primeiras páginas e principais espaços ao senador democrata, que espera em Chicago os resultados que podem levá-lo à Casa Branca e torná-lo o homem mais poderoso do planeta. A família Obama do Quênia está certa de que isso acontecerá e já prepararam uma vaca, que será sacrificada em homenagem ao ilustre parente.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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