Mundo
04/11/2008 - 19h05

Republicanos influentes desistem de disputa no Congresso e se aposentam

Publicidade

Da Reuters

Quando o 111º Congresso americano for convocado, no dia 3 de janeiro de 2009, alguns parlamentares conhecidos, a maioria republicanos, não vão retomar a rotina de trabalho de muitos anos.

Os políticos decidiram se aposentar, após perderem poder nas eleições legislativas de 2006. Naquele ano, os democratas retomaram, após 12 anos, o controle do Congresso. Com o cenário novamente desfavorável este ano, muitos desistiram da disputa em 2008.

Vinte e oito republicanos na Câmara dos Representantes e cinco no Senado decidiram se aposentar ou procurar outros cargos públicos. Já entre os democratas, seis representantes da Câmara optaram pelo mesmo caminho e, no Senado, todos permanecem na disputa.

Confira a lista dos parlamentares que estão se aposentando:

John Warner, 81: republicano da Virgínia com cinco mandatos no Senado. Ex-secretário da Marinha é conhecido no Congresso como respeitado especialista em assuntos militares e de segurança. Divorciou-se da atriz Elizabeth Taylor em 1982, após casamento de seis anos.

Pete Domenici, 76: republicano do Novo México com cinco mandatos no Senado, focados principalmente em questões relacionadas a orçamento e energia. Em 2007, ele anunciou que iria se aposentar após ser diagnosticado com uma doença cerebral degenerativa. No início do ano, foi criticado no Senado depois que um procurador federal, responsável por uma investigação contra Domenici, denunciou ter sido pressionado pelo parlamentar.

Chuck Hagel, 62: republicano de Nebraska, eleito por dois mandatos no Senado. Veterano de guerra no Vietnã, Hagel se concentrou em questões de política externa e chegou a cogitar concorrer à presidência, mas desistiu.

Larry Craig, 63: republicano de Idaho que ganhou as manchetes dos jornais em 2007 após ter tentado impedir que um episódio em um banheiro de um aeroporto nos EUA fosse a público. Três vezes eleito senador, Craig negou ser homossexual e alegou que somente tentou manter sua privacidade.

Ray LaHood, 62: republicano de Illinois, eleito por sete mandatos na Câmara dos Representantes, ocupa uma das mais importantes comissões da Casa, que distribui dinheiro federal tanto para obras pequenas, como asfaltamento de ruas, até para investimentos pesados, como guerra do Iraque. Professor aposentado, é um dos políticos favoritos dos jornalistas, por ser acessível e cordial. Está no Congresso desde 1995.

Deborah Pryce, 57: republicana de Ohio, viu sua sorte cair por terra nas eleições de 2006, quando conquistou o oitavo mandato por uma margem pequena de votos. A perda de poder levou a parlamentar a abrir mão da liderança do partido na Câmara dos Representantes. Era defensora da proposta do presidente George W. Bush de privatizar o sistema de Previdência Social americano.

Tom Tancredo, 62: republicano conservador do Colorado, era publicamente contrário à flexibilização das leis de imigração nos Estados Unidos. Chegou a cogitar uma candidatura à Presidência da República, mas desistiu da idéia em dezembro de 2007.

Duncan Hunter, 60: republicano da Califórnia, representou seu Estado por 28 anos. Era um dos maiores defensores do aumento dos gastos com defesa e desempenhou papel importante no projeto que determinou a construção da cerca na fronteira dos Estados Unidos com o México, para reduzir a imigração ilegal. Chegou a participar da disputa interna do partido para concorrer às eleições presidenciais, mas desistiu em janeiro deste ano.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca