Mundo
04/11/2008 - 19h38

Seções eleitorais apontam recordes em diversos Estados americanos

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da Folha Online

O comparecimento de americanos às urnas na eleição deste ano deverá bater recorde. Na eleição de 2004, 125,7 milhões votaram, 63,8% dos eleitores registrados. Desta vez, 153,1 milhões de pessoas se registraram para votar --número mais alto desde que foi permitido o voto feminino nos EUA, em 1920-- e a expectativa é a de que 130 milhões compareçam.

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"Às 7h30 de hoje tínhamos tantos votos quanto às 12h de 2004", disse o mesário John Ritch, que trabalha em Chappaqua, rico subúrbio de Nova York. Em uma das seções eleitorais de Springfield, em Ohio, cerca da 200 pessoas votaram em menos de duas horas. "Estamos à frente do que costumamos ver", afirmou Margaret MacGillivary, mesária na região há quase 20 anos, ao jornal "Springfield News-Sun".

Conforme o jornal, o diretor da comissão eleitoral do condado de Clark, Mark Oster, disse que o movimento nas seções eleitorais foi muito grande pela manhã, diminuiu no horário do almoço e deve voltar a explodir, no final da tarde. "Será o movimento das pessoas que estão saindo do trabalho", disse à publicação local.

O mesmo deverá acontecer na Virgínia, afirmou a mesária Marsha Davis, de Lake Ridge, ao site InsideNova.com. O Estado não dá maioria de votos para um presidente democrata desde 1964 e aponta disputa acirrada entre os candidatos deste ano, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama.

Outro jornal de Ohio, o "Zanesville Times Recorder", afirmou que, em ao menos um condado, o de Muskingum, o comparecimento deverá ser de 80%. "Ficou cheio o dia todos. Já tivemos filas antes, mas essa é a mais longa que já vi", afirmou Martha Thomas, diretora da comissão eleitoral daquela área, em entrevista.

"Nunca vi isso na minha vida. Estou abismada", disse Norma Storms, 78, que vive na cidade de Raytown, no Missouri. Storms afirmou à agência de notícias Associated Press que a sua calçada passou o dia cheia de carros de pessoas que seguiam para as urnas.

Na Pensilvânia, o governador Edward G. Rendell pediu aos eleitores que tenham paciência. Quando as urnas na Primeira Igreja Presbiteriana de Allentown foram abertas, já havia mais de 160 pessoas em fila. "Pude escolher entre esperar uma hora e meia na fila da entrada ou esperar três horas na fila da saída", ironizou Ronald Marshall, negro e democrata.

Molly Riley/Reuters
Eleitores da Virgínia fazem fila em Alexandria; de azul, o candidato ao Senado e ex-governador Mark Warner
Eleitores da Virgínia fazem fila em Alexandria; de azul, o candidato ao Senado e ex-governador Mark Warner

Defeitos

Parte das longas filas que se vêem nos locais de votação em todo os EUA é resultado do complicado sistema de votação americano, erros e falhas nas urnas eletrônicas. Na Virgínia, conforme afirma a CNN, houve relatos de problemas como quebra de urnas eletrônicas e falha no leitor ótico das cédulas de votação. Em Chesapeake e Virgínia Beach, os eleitores tiveram que recorrer às cédulas de papel para votar.

No Condado de Cuyahoga, Ohio, a porta-voz do Comitê de Eleições, Kimberly Bartlett, disse que, nas primeiras horas, eleitores receberam apenas a segunda das duas folhas da cédula de votação --que inclui não apenas os candidatos presidenciais, como os candidatos a 35 cadeiras do Senado e às vagas da Câmara dos Deputados.

Em Raleigh, Carolina do Norte, o diretor do Comitê de Eleições do Condado Wake relatou atrasos na entrega das cédulas e problemas causados pelas chuvas, que atingiram várias partes do país. Em Kansas, Missouri, a eleitora Jessie Sargent disse esperar na fila há horas por problemas na lista de eleitores.

Um eleitor de Shaker Heights, em Ohio, afirmou à rede que sua cédula de votação não incluía a opção para a disputa presidencial.

Houve ainda atrasos. Em Virginia Beach, um dos locais de votação abriu mais tarde porque os funcionários se atrasaram. Em um outro distrito do Estado, a diretora de uma biblioteca dormiu demais e também atrasou o início da votação. No Condado de Fairfax, vários cartões de memória das urnas eletrônicas falharam.

Em Richmond, relata a CNN, os eleitores do Centro de Matemática e Ciência também tiveram que votar com cédulas de papel por problemas nas máquinas, que já foram resolvidos.

Candidatos

Os quatro candidatos à Casa Branca decidiram inspirar os eleitores e foram votar de manhã, pouco depois da abertura das urnas em seus Estados. Obama, foi o primeiro a votar. Ele foi acompanhado de sua mulher, Michelle, e das duas filhas, Sasha, 6, e Malia, 10, ao colégio Shoesmith, em Hyde Park, sul de Chicago.

O senador chegou às 7h36 (11h36 no horário de Brasília) e foi aplaudido pelos presentes. "Eu votei", disse, ao segurar o comprovante da votação. "A jornada acaba, mas votar com minhas filhas, isso foi um grande negócio", completou, mais tarde, aos repórteres.

O seu companheiro de chapa, Joe Biden, votou quase ao mesmo tempo, em Delaware, Estado pelo qual é senador. Ao lado de sua mulher, Jill Tracy, e de sua mãe, ambas vestidas de vermelho, Biden chegou cedo à escola Tatnall, em Greenville, e demorou apenas poucos minutos para votar.

Horas depois, em Wasilla, no Alasca, a candidata a vice republicana, Sarah Palin, entrou na cabine de votação. Na saída, ao lado do marido, Palin deu uma entrevista coletiva e reiterou que tem experiência suficiente para governar. Em Phoenix, no Arizona, McCain, votou ao lado de sua mulher, Cindy, às 9h15 hora local (14h15 de Brasília), em uma igreja metodista próxima a sua residência, onde era esperado pela imprensa.

Ela votou rapidamente, fez sinal de positivo com o polegar e deixou o lugar sem fazer declarações à imprensa.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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