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05/11/2008 - 01h03

Candidato a vice democrata é eleito pela sétima vez ao Senado, diz boca-de-urna

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da Folha Online

O candidato à Vice-presidência dos EUA, Joe Biden, foi eleito para um sétimo mandato no Senado por Delaware nesta terça-feira, segundo boca-de-urna da Associated Press. A eleição cria diversas possibilidades caso seu companheiro de chapa, Barack Obama, seja o próximo morador da Casa Branca.

A lei de Delaware permite a Biden assumir os dois postos. Sua vitória sobre o adversário republicano Christine O'Donnell, segundo pesquisas de boca-de-urna realizadas pela Associated Press, garante o controle democrata sobre a cadeira.

Veja gráfico com as maiorias no Congresso sob Clinton e Bush

Michal Czerwonka/Efe
Candidato a vice-presidente democrata Joe Biden, eleito pela sétima vez ao Senado
Candidato a vice-presidente democrata Joe Biden, eleito pela sétima vez ao Senado

Se Obama e Biden forem eleitos, o governador em fim de mandato Ruth Ann Minner provavelmente ordenaria a substituição do candidato a vice. A ordem poderia caber também ao governador eleito Jack Markell. O novo governador e o presidente assumem o cargo em 20 de janeiro, e Biden poderia esperar até lá para renunciar ao Senado.

Se o republicano John McCain for eleito presidente, Biden poderia retomar o cargo de senador.

Observadores políticos do Delaware há muito especulam que Biden estava preparando seu filho, o Promotor-geral do Estado general Joseph R. "Beau" Biden 3º, para sucedê-lo.

Mas Beau Biden é também capitão da Guarda Nacional de Delaware e deve ser enviado ao Iraque, onde atuará durante nove meses como promotor militar. A Polícia Militar impediria que ele assumisse os deveres de um cargo eletivo enquanto em ação pelo órgão. O fato de ser filho do vice-presidente eleito também não diminuiria seu período de trabalho no Iraque, afirmou o coronel George Wright, porta-voz do Exército.

Domínio democrata

Outros três democratas tiraram as cadeiras dos republicanos no Senado nesta terça-feira, consolidando a atual maioria do partido na Casa, de acordo com projeções parciais divulgadas pelas emissoras de TV americanas.

Mark Warner, da Virgínia, tomou o lugar do republicano John Warner, segundo as redes de televisão CNN e Fox, enquanto Jeanne Shaheen substituirá o republicano John Sununu por New Hampshire, de acordo com NBC e CBS.

Kay Hagan também deve tirar a vaga da Carolina do Norte da republicana Elizabeth Dole, segundo Fox e CBS.

Os democratas têm atualmente a maioria de 51 contra 49, com a ajuda de dois senadores independentes.

Segundo o "Washington Post", os republicanos parecem resignados a sofrer algumas derrotas, mas esperam conseguir evitar que os democratas tomem o controle de mais de 60 assentos do Senado.

Com 60 ou mais senadores, um partido pode evitar o "filibuster", que consiste em um senador da oposição discursar para tentar atrasar e, efetivamente, bloquear a votação de um projeto.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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