Democratas aumentam maioria no Senado, indicam projeções
da Folha Online
Os políticos republicanos, em minoria no Congresso dos EUA desde 2006, já perderam três assentos no Senado com a votação desta terça-feira, segundo projeções da imprensa americana. No entanto, o líder da minoria republicana, Mitch McConnell, senador por Kentucky, se reelegeu, derrotando seu rival democrata Bruce Lunsford.
Hoje, os americanos votaram para presidente, governador e em referendos em alguns Estados. O pleito também renovará os 535 membros da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e um pouco mais de um terço (35) das cem cadeiras do Senado.
Veja gráfico com as maiorias no Congresso sob Clinton e Bush
Mark Warner, da Virgínia, tomou o lugar do republicano John Warner, segundo as redes de televisão CNN e Fox, enquanto Jeanne Shaheen substituirá o republicano John Sununu por New Hampshire, de acordo com NBC e CBS.
Kay Hagan também deve tirar a vaga da Carolina do Norte da republicana Elizabeth Dole, segundo Fox e CBS.
Biden
Já o candidato a vice-presidente pelo Partido Democrata, Joe Biden, manteve seu assento, sendo eleito pela sétima vez como senador.
Os democratas têm atualmente a maioria de 51 contra 49, com a ajuda de dois senadores independentes.
Segundo o "Washington Post", os republicanos parecem resignados a sofrer algumas derrotas, mas esperam conseguir evitar que os democratas tomem o controle de mais de 60 assentos do Senado.
Com 60 ou mais senadores, um partido pode evitar o "filibuster", que consiste em um senador da oposição discursar para tentar atrasar e, efetivamente, bloquear a votação de um projeto.
Gastos
A diferença de gasto entre os congressistas dos dois partidos foi enorme. Na semana passada, os democratas do Senado gastaram mais de US$ 67 milhões, enquanto os republicanos gastaram US$ 33,7 milhões, segundo reportagem do "New York Times" desta segunda-feira.
A campanha dos democratas da Câmara gastou US$ 73 milhões, comparado a apenas US$ 20 milhões do republicanos, segundo relatórios de gastos de campanha.
Vislumbrando uma grande oportunidade para expandir a maioria que já têm tanto na Câmara quanto no Senado, os democratas gastaram muito em anúncios de TV. Os senadores democratas pressionam em nove Estados onde os republicanos tentam a reeleição. Enquanto isso, os deputados da legenda fazem propaganda em 63 distritos eleitorais, o dobro de distritos onde republicanos investiram e ajudaram seus candidatos.
Tentando capitalizar a crise econômica, os deputados democratas estão focados nos assentos vazios e nos representantes dos subúrbios e de áreas ainda mais afastadas --a "base tradicional do poder republicano na Câmara", diz o "NYT".
Com as disputas mais acirradas para a Câmara acontecendo em distritos controlados pelos republicanos que vão além das cidades, em Estados como Flórida, Michigan, Minnesota e Ohio, os democratas afirmam esperar que as vitórias lhes dêem o domínio sobre os subúrbios.
Com agências internacionais
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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