Mundo
05/11/2008 - 01h32

Democratas aumentam maioria no Senado, indicam projeções

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da Folha Online

Os políticos republicanos, em minoria no Congresso dos EUA desde 2006, já perderam três assentos no Senado com a votação desta terça-feira, segundo projeções da imprensa americana. No entanto, o líder da minoria republicana, Mitch McConnell, senador por Kentucky, se reelegeu, derrotando seu rival democrata Bruce Lunsford.

Hoje, os americanos votaram para presidente, governador e em referendos em alguns Estados. O pleito também renovará os 535 membros da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e um pouco mais de um terço (35) das cem cadeiras do Senado.

Veja gráfico com as maiorias no Congresso sob Clinton e Bush

Mark Warner, da Virgínia, tomou o lugar do republicano John Warner, segundo as redes de televisão CNN e Fox, enquanto Jeanne Shaheen substituirá o republicano John Sununu por New Hampshire, de acordo com NBC e CBS.

Kay Hagan também deve tirar a vaga da Carolina do Norte da republicana Elizabeth Dole, segundo Fox e CBS.

Biden

Já o candidato a vice-presidente pelo Partido Democrata, Joe Biden, manteve seu assento, sendo eleito pela sétima vez como senador.

Os democratas têm atualmente a maioria de 51 contra 49, com a ajuda de dois senadores independentes.

Segundo o "Washington Post", os republicanos parecem resignados a sofrer algumas derrotas, mas esperam conseguir evitar que os democratas tomem o controle de mais de 60 assentos do Senado.

Com 60 ou mais senadores, um partido pode evitar o "filibuster", que consiste em um senador da oposição discursar para tentar atrasar e, efetivamente, bloquear a votação de um projeto.

Gastos

A diferença de gasto entre os congressistas dos dois partidos foi enorme. Na semana passada, os democratas do Senado gastaram mais de US$ 67 milhões, enquanto os republicanos gastaram US$ 33,7 milhões, segundo reportagem do "New York Times" desta segunda-feira.

A campanha dos democratas da Câmara gastou US$ 73 milhões, comparado a apenas US$ 20 milhões do republicanos, segundo relatórios de gastos de campanha.

Vislumbrando uma grande oportunidade para expandir a maioria que já têm tanto na Câmara quanto no Senado, os democratas gastaram muito em anúncios de TV. Os senadores democratas pressionam em nove Estados onde os republicanos tentam a reeleição. Enquanto isso, os deputados da legenda fazem propaganda em 63 distritos eleitorais, o dobro de distritos onde republicanos investiram e ajudaram seus candidatos.

Tentando capitalizar a crise econômica, os deputados democratas estão focados nos assentos vazios e nos representantes dos subúrbios e de áreas ainda mais afastadas --a "base tradicional do poder republicano na Câmara", diz o "NYT".

Com as disputas mais acirradas para a Câmara acontecendo em distritos controlados pelos republicanos que vão além das cidades, em Estados como Flórida, Michigan, Minnesota e Ohio, os democratas afirmam esperar que as vitórias lhes dêem o domínio sobre os subúrbios.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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