Mundo
05/11/2008 - 04h14

Negros, mulheres e hispânicos deram vitória a Obama, diz pesquisa

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da Associated Press

O democrata Barack Obama recebeu a maior parte dos votos das mulheres, negros e hispânicos e conseguiu apoio suficiente dos brancos para deixar seu rival republicano, John McCain, sem chances de vitória na disputa pela Casa Branca.

Pesquisas de boca-de-urna mostram que McCain recebeu os votos de 55% dos eleitores brancos, cujo forte apoio tem sido vital ao Partido Republicano. Mas isso não foi o suficiente para compensar o forte apoio dado a Obama pelos outros eleitores, que respondem por 25% do eleitorado.

Jason Reed/Reuters
O próximo presidente dos EUA, Barack Obama, contou com forte apoio de negros, mulheres e hispânicos para vencer a eleição
O próximo presidente dos EUA, Barack Obama, contou com forte apoio de negros, mulheres e hispânicos para vencer a eleição

McCain e Obama dividiram os votos dos brancos nos EUA, exceto no sul, onde McCain conseguiu duas vezes mais votos de brancos que Obama. Os brancos do sul haviam favorecido George W. Bush por margens semelhantes em 2000 e 2004.

Obama, 47, que se tornará o primeiro presidente negro e é um dos mais novos a assumir o cargo, teve apoio maciço dos jovens. O democrata teve uma vantagem de 30 pontos percentuais entre os eleitores com menos de 30 anos --melhor que a vantagem de 19 pontos percentuais do democrata Bill Clinton ao vencer de Bob Dole, em 1996.

Independentes, idosos e operários

Cerca de 40% dos eleitores se classificaram como democratas --um número historicamente alto-- e deram forte apoio a Obama. Ele também teve boa vantagem entre os eleitores que se classificam de independentes.

McCain, 72, recebeu pouco mais da metade dos votos dos eleitores mais velhos. Aqueles com mais de 65 anos responderam por quase um quinto do eleitorado, com influência semelhante a dos jovens com menos de 30 anos.

Carolyn Kaster/AP
Candidato republicano John McCain, 72, teve forte apoio entre eleitores homens da classe operária na eleição desta terça-feira
Candidato republicano John McCain, 72, teve forte apoio entre eleitores homens da classe operária na eleição desta terça-feira

McCain também teve bom respaldo dos brancos da classe operária, de acordo com o boca-de-urna. Brancos sem grau universitário lhe deram forte apoio, mas menor que a margem de 23 pontos percentuais obtida por Bush em 2004.

O entusiasmo estava claramente do lado de Obama --quase seis em cada dez de seus eleitores se disseram excitados com o que Obama iria fazer como presidente. Menos que três em cada dez eleitores de McCain disseram o mesmo sobre o seu candidato.

Curt Babura, 31, cozinheira na cidade de Cleveland, disse nunca ter se importando em votar antes de votar em Obama. "Quando ele fala, parece que ele está falando com você", disse Babura.

Influência do medo

O medo não fez favoritos. Entre os eleitores dos dois candidatos, cerca de 50% disseram que estavam "preocupados" com o que o candidato ao qual se opõem faria como presidente.

"Morro de medo do Partido Democrata este ano, e, em particular, de Barack Obama", disse Robert Zannini, 73 piloto da Força Aérea aposentado, em Montgomery, Alabama. "Tudo que ele diz parece levar ao socialismo."

Obama recebeu os votos de dois terços dos eleitores hispânicos --fortemente cortejados pelos dois candidatos-- e de quase todos os negros que foram às urnas.

Ele pareceu inspirar o otimismo sobre a questão racial nos EUA. Cerca de 60% dos eleitores de Obama acreditam que as relações raciais irão melhorar nos próximos anos, enquanto número próximo entre os eleitores de McCain esperam que as relações continuem a mesma ou piorem.

Nos dois lados, um eleitor em cada cinco reconheceu que a raça dos candidatos era um fator em seu voto, mas quase ninguém disse ser o fator mais importante.

Eleitoras

Eleitoras normalmente são peça-chave para uma vitória presidencial democrática, e Obama conseguiu bem mais que a metade de seus votos. Ele teve uma vantagem menor sobre McCain entre homens, segundo pesquisa nacional preliminar.

Um entre cada cinco dos eleitores de primeira viagem era negro --quase o dobro da proporção de negros entre eleitores em geral. Cerca de dois terços dos que votaram pela primeira vez têm menos de 30 anos.

Um terço dos eleitores de primeira viagem deste ano disseram ser independentes politicamente; apenas um quinto era republicano.

Jennifer Sunderlin, 26, que normalmente vota em republicanos, disse que não se manteve fiel ao partido neste ano.

"Não conte ao meu pai, mas eu votei em Barack Obama", afirmou Sunderlin, de Albany, Nova York.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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