Mundo
05/11/2008 - 04h16

Obama vence barreiras raciais ao chegar à Casa Branca

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da Efe

O democrata Barack Obama conseguiu nesta quarta-feira conquistar a Presidência dos Estados Unidos e entrar para a história como o primeiro presidente negro, um marco amplamente apoiado pelos 35 milhões de afro-americanos que vivem no país.

Morry Gash/AP
Os democratas Barack Obama e Joe Biden comemoram conquista da Casa Branca em eleição histórica nos Estados Unidos
Os democratas Barack Obama e Joe Biden comemoram conquista da Casa Branca em eleição histórica nos Estados Unidos

Depois dos 40 anos do assassinato de Martin Luther King, completados em abril último, o senador por Illinois tornou realidade o sonho do reverendo, que desencadeou luta por direitos civis com suas aspirações de obter um país onde não se julgasse o povo pela cor de sua pele, mas por seu caráter.

Obama, de 47 anos, conseguiu ainda acabar com a última barreira racial que existia em um país onde, há 143 anos, poderia ter sido escravo. No dirigido aos milhares de simpatizantes em Chicago para celebrar a vitória, o senador por Illinois disse que sua escolha é "a resposta" aos pedidos de muitos, e que isso reflete que "a mudança chegou" aos EUA.

"O sonho dessa nação está vivo", disse. Com uma campanha eleitoral planejada nos mínimos detalhes, pontual e serena, Obama derrotou com facilidade seu oponente, o senador republicano John McCain, candidato pela segunda vez à Presidência.

Segundo as projeções das principais redes de TV, Barack Obama soma 338 votos no colégio eleitoral, muito acima dos 270 de que necessitava, enquanto seu oponente contava com 156 votos. Longe da acirrada disputa de 2004, e especialmente de 2000, onde a apuração de votos na Flórida se estendeu por semanas, Obama foi somando vitórias rapidamente nesta terça-feira à noite e sem problemas nos Estados mais disputados, especialmente Pensilvânia, Ohio e Iowa.

A eles se uniram outros mais apertados, mas que igualmente caíram em mãos democratas, como Flórida, Novo México e Colorado. O histórico triunfo de Obama -- um desconhecido há quatro anos -- estendeu uma corrente de euforia pela população afro-americana de todo o país, que viveu essa campanha como a redenção por seu passado de escravidão e de segregação.

Emocionados, os afro-americanos saíram às ruas das principais cidades americanas para celebrar a vitória de Obama. Com sua mensagem de mudança e de unidade, Obama convenceu o país da necessidade de iniciar uma nova era, na qual os EUA possam recuperar seu esplendor econômico e seu peso internacional.

Em uma verdadeira catarse contra o atual governo republicano, os democratas ganharam na maior parte do país, no que é interpretado como uma rejeição completa às políticas impopulares que o presidente George W. Bush desenvolveu em matéria econômica e em suas relações internacionais.

Com dois conflitos em andamento e a economia em recessão, o governo Bush deixa o país em uma difícil situação para o próximo presidente, que terá de adiar alguns de seus planos de investimento até que a crise financeira se resolva.

McCain tratou durante a campanha de se distanciar das políticas do atual presidente, mas nem seus planos econômicos nem a escolha de uma mulher ultraconservadora como candidata à Vice-presidência, a governadora do Alasca Sara Palin, conseguiram convencer o eleitorado.

Desta forma, McCain, um ex-combatente da Guerra do Vietnã (1965-75), viu aos seus 72 anos como saía derrotado de sua segunda e, possivelmente, ultima oportunidade de chegar à Casa Branca, após ter perdido as primárias republicanas de 2000 para Bush.

A intensidade da campanha eleitoral, na qual Barack Obama se tornou um fenômeno midiático, fez com que, chegado o dia da votação, o povo participasse em massa do processo. Além de ganhar a Casa Branca, o senador levou seu partido a uma clara vitória na Câmara de Representantes (Baixa), que tinha todas as suas cadeiras em disputa.

Da mesma forma, os democratas ampliaram sua maioria no Senado, que tinha em votação um terço de suas vagas. Desde 1992, quando Bill Clinton ganhou a Presidência, a Casa Branca e as duas Câmaras do Congresso não ficavam nas mãos dos democratas.

Dos 435 assentos em jogo na Câmara Baixa, os democratas ganharam 211 e poderiam obter outros 38, segundo projeções iniciais. Quando chegar oficialmente à Casa Branca, em 20 de janeiro próximo, Obama terá pela frente o desafio de cumprir com as expectativas que criou durante a campanha, entre elas a de iniciar um novo futuro de prosperidade e união para o país.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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