Mundo
05/11/2008 - 05h08

Vitória de Obama arrasta eleitores para porta da Casa Branca

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da Efe

Milhares de pessoas se reuniram em frente à Casa Branca, em Washington, nesta quarta-feira, para comemorar a eleição do democrata Barack Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Devido ao grande fluxo de pessoas em direção à sede da Presidência americana, a polícia foi obrigada a cercar o local. A maioria dos que saíram às ruas desafiando a chuva e comemorando a vitória de Obama são jovens, mas também é possível ver casais e executivos que tinham se reunido em restaurantes próximos para acompanhar o resultado do pleito.

A eleição de Obama tem um significado muito especial na capital americana, já que 70% de sua população é de afro-americanos. Esperança e mudança foram as palavras com as quais Obama conseguiu conquistar os eleitores americanos, que hoje gritavam "Yes, we did" ('Sim, conseguimos") e "Yes, we hope" ("Sim, temos esperança").

"Isto significa que meus netos podem, algum dia, ser presidentes deste país", disse à Agência Efe Dee Benzing, uma afro-americana de 34 anos, que foi para a Casa Branca junto com seu marido, Aaron, que é branco.

"Há 40 anos não teríamos conseguido nos casar, e 40 anos depois, um afro-americano é eleito o presidente deste país", disse Benzing, visivelmente emocionada, ao lembrar o esforço que seus antepassados fizeram na defesa pelos direitos civis.

Para o casal Houston, que também foi comemorar junto à sede da Presidência, Obama representa a mudança "não só neste país, mas no mundo": "Ele é uma esperança para conseguirmos um país melhor".

Mas não só para os afro-americanos a eleição de Obama é um marco histórico, já que a comunidade latina, a minoria que mais rápido cresceu nos últimos anos, também marca presença em frente à Casa Branca.

Para David Galán, original do Peru, a vitória do democrata "é o começo de uma mudança" nos EUA, que deve melhorar a economia e acabar com o constante aumento do desemprego. Galán foi para as ruas de Washington com seu amigo salvadorenho Diego Casas para "fazer parte da história", disse o jovem.

Por sua vez, Casas acredita que o novo presidente cumprirá sua palavra e vai se comprometer a melhorar a situação dos imigrantes. A indonésia Marye Mariati, de 30 anos, também espera que, com a eleição de Obama, a "economia melhore" e o governo passe a focar mais "a política de imigração".

Apesar de a notícia da vitória do democrata ter chegado a Washington já de madrugada, muitas pessoas saíram de carro buzinando pelas ruas da capital americana.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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