Mundo
05/11/2008 - 05h58

Obama não deve retirar tropas do Afeganistão e poderá lançar pacote financeiro

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da Reuters

A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais de 2008 nos Estados Unidos elege um democrata na Casa Branca pela primeira vez desde que o ex-presidente Bill Clinton deixou o governo em janeiro de 2001.

Veja abaixo algumas possíveis mudanças com o novo governo:

Afeganistão

Obama prometeu uma saída ordenada das tropas norte-americanas do Iraque e foco maior na guerra do Afeganistão. Democratas irão insistir para que ele leve adiante sua promessa, mas os avanços no Iraque nos últimos meses podem fazer com que Obama fique tentado a não cumprir sua promessa de retirar uma brigada por mês até a saída completa das tropas do país.

Economia

Para estimular a fraca economia dos Estados Unidos, Obama e os democratas devem chegar a um acordo sobre um segundo pacote de estímulo para incentivar os gastos dos consumidores, a não ser que o pacote seja aprovado antes que Obama assuma a presidência, no dia 20 de janeiro.

Obama deve adotar novas medidas para regular a indústria financeira em meio à crise de crédito que atingiu Wall Street e levou ao derretimento do mercado de ações que reduziu em bilhões de dólares a poupança de aposentadoria dos norte-americanos.

Impostos

Obama concorreu prometendo reduzir os impostos dos norte-americanos que ganham menos de 200 mil dólares por ano, ou 95 por cento dos contribuintes, e aumentar os impostos daqueles que ganham acima de 250 mil dólares por ano.

Com ele no comando e um Congresso de maioria democrata, a promessa pode ser revista para dar o benefício fiscal a um número menor de contribuintes e aumentar o imposto de um número maior de pessoas.

Obama disse que estaria disposto a encontrar-se, sem impor condições prévias, com os líderes de países hostis aos Estados Unidos, como o Irã, Cuba e Venezuela.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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