Mundo
05/11/2008 - 07h01

Chávez felicita Obama e manifesta desejo de restabelecer diálogo

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da Folha Online

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, felicitou o democrata Barack Obama por sua "eleição histórica" e ratificou a vontade de restabelecer "novas relações" com os Estados Unidos, com uma "agenda bilateral construtiva" pelo bem-estar dos dois povos.

Veja repercussão da vitória entre líderes do mundo

"Neste dia de esperança para os americanos, o presidente Hugo Chávez, em nome do povo da Venezuela, expressa sua felicitação ao povo dos Estados Unidos e ao presidente eleito Barack Obama pela importante vitória obtida", afirma um comunicado do ministério das Relações Exteriores.

Chávez, que expulsou o embaixador americano de Caracas em setembro e manteve uma relação tensa com o presidente George W. Bush, acredita que "a eleição histórica de um afrodescendente" marque o início de "novas relações" com Washington.

Promessas

Antes de a vitória de Obama ser declarada, Chávez disse desejar que o democrata cumpra as promessas feitas durante sua campanha eleitoral.

AP
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, felicita Obama pela vitória na eleição
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, felicita Obama pela vitória na eleição

"Obama disse coisas interessantes na campanha e esperamos que seja coerente", afirmou Chávez no ato de inauguração de uma clínica popular em Caracas, que foi transmitido por rádio e televisão.

O presidente venezuelano citou algumas das coisas que gostaria que Obama cumprisse e mencionou, em primeiro lugar, a eliminação "da terrível prisão e centro de torturas" que os Estados Unidos têm na base cubana de Guantánamo.

"Também disse que retirará as tropas do Iraque, para deixar esse povo em paz. Faça isso, senhor, e rápido", acrescentou o governante.

Além disso, Obama se mostrou "disposto a conversar com alguns de nós, os presidentes que foram apontados como o eixo do mal", lembrou Chávez, ao se referir a si mesmo e a seus colegas de Cuba, Raúl Castro; Irã, Mahmoud Ahmadinejad; e Bolívia, Evo Morales.

Diálogo

"No que me diz respeito, estou disposto a conversar em pé de respeito e igualdade, porque a Venezuela não é mais que ninguém, mas também não é menos que ninguém", afirmou Chávez.

O presidente venezuelano disse que gostaria de falar com Obama sobre assuntos de interesse mundial como a aids, a fome, as doenças e a falta de médicos, entre outros.

"Diria a ele que esqueçamos de investir tanto dinheiro em bombas atômicas, aviões invisíveis, Guerra nas Estrelas; que se esqueça de invadir povos e derrubar governos para trabalhar juntos nesses problemas", afirmou.

Chávez falou sobre o atual presidente dos EUA, George W. Bush, e afirmou que "está saindo com as tábuas na cabeça e pela porta de trás, após uma gestão desastrosa".

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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