Mundo
05/11/2008 - 20h16

Justiça argentina condena coronel da ditadura a prisão perpétua

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colaboração para a Folha Online

O coronel da reserva Alberto Barda, 80, foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua por crimes cometidos durante a última ditadura na Argentina, que durou de 1976 a 1983. Barda foi considerado culpado por crimes de lesa-humanidade cometidos em um centro clandestino de detenção. A leitura da sentença foi feita na tarde desta quarta-feira e transmitida ao vivo pela televisão local.

Barda atuou no centro ilegal conhecido como La Cueva, na cidade de Mar del Plata, a 400 km ao sul da capital.

A justiça também condenou os militares Hipólito Mariani, 82, e César Cómes, 82, a 25 anos de prisão cada um por seqüestro e tortura de opositores no centro clandestino da Força Aérea chamado Mansión Seré, em Morón, no leste da Província de Buenos Aires.

O Tribunal Oral Criminal Federal anunciou a sentença depois de ouvir, pela manhã, Mariani e Cómes, que alegaram sua inocência, dizendo que não tinham conhecimento do que acontecia em Mansión Seré, que comandavam juntos. Eles lamentaram os fatos ocorridos na ditadura argentina.

Em 2005, a Suprema Corte da Argentina revogou as chamadas "leis do perdão", que impediam processos contra a maioria dos responsáveis por crimes contra os direitos humanos na ditadura. Em sete anos, cerca de 30.000 pessoas desapareceram e outras dezenas de milhares foram exiladas, segundo organismos humanitários.

Com France Presse

 

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