Mundo
05/11/2008 - 21h59

Proibição de casamento gay na Califórnia pode gerar batalha na justiça

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da Efe

Os californianos que se declararam contra ao casamento homossexual no Estado -- no referendo votado ontem nas eleições presidenciais -- poderão enfrentar uma batalha judicial caso a decisão seja mantida.

No Estado da Califórnia, uma das propostas votadas foi sobre uma mudança na Constituição estadual para definir o casamento apenas como a união entre um homem e uma mulher. Segundo as votações preliminares, o "sim" à alteração no texto constitucional ganhava do "não" de 52% a 48%.

No entanto, ambas as partes pediram cautela, já que as autoridades ainda precisam contar dois milhões de cédulas, todas de eleitores que votaram antecipadamente pelo correio. "Como a proposta diz respeito ao delicado assunto dos direitos individuais, é importante esperar até que recebamos informação suficiente sobre o resultado", disseram os responsáveis pela campanha a favor do casamento gay.

Caso a mudança na Constituição vença, derrubará a decisão que a Suprema Corte da Califórnia tomou em maio, quando legalizou as uniões homossexuais. Hoje, grupos a favor do casamento gay já foram ao Supremo pedir o bloqueio da proposta votada ontem, com o argumento de que a Constituição do Estado não pode ser alterada se isso significar uma violação a outros direitos constitucionais.

Por sua vez, a advogada Gloria Allred, cuja batalha travada no Supremo por dois de seus clientes terminou com a decisão da Justiça a favor do casamento gay, disse nesta quarta-feira que voltará a apresentar um recurso contra a proibição à união entre homossexuais.

"O novo recurso conterá novos e controvertidos argumentos legais sobre por que a proposta (contra o casamento gay) é inconstitucional", disse Allred à imprensa. Se os resultados nas urnas forem confirmados, não está claro o que acontecerá com os milhares de casais homossexuais que se uniram no matrimônio.

Recentemente, o procurador-geral do estado, Jerry Brown, declarou que esses casamentos continuarão sendo legais, mas muitos membros da comunidade homossexual temem por seu estado civil. Alguns especialistas acham que esses casais poderão acabar em um limbo legal, e que, possivelmente, os casos terão que ser resolvidos, um a um, nos tribunais.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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