Argentinos protestam contra estatização dos fundos de pensão
da Efe, em Buenos Aires
Milhares de pessoas se reuniram nesta quarta-feira em frente ao Parlamento da Argentina para protestar contra o projeto do governo que repassa ao Estado a administração dos fundos de previdência privada, assunto que será debatido nesta quinta-feira (6) na Câmara dos Deputados.
Sob o lema "não ao saque dos aposentados", dirigentes e legisladores dos principais partidos de oposição, funcionários dos fundos de aposentadoria privada, organizações estudantis e entidades agropecuárias participaram do protesto.
| Cézaro De Luca/Efe |
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| Manifestantes rejeitaram em frente ao Parlamento a proposta de Cristina Kirchner |
"Estamos aqui para manifestar uma oposição dura frente ao que consideramos que é um roubo à poupança dos trabalhadores. Este protesto é outro gesto de muitos argentinos, demonstrando que nem tudo pode ficar impune", afirmou à agência Efe o deputado do opositor Proposta Republicana (PRO) Federico Pinedo.
O protesto teve como oradores o rabino Sergio Bergman e Alfredo de Angeli, um dos líderes do setor agrário que levantou vários dos protestos contra o governo de Cristina Kirchner neste ano.
"Quero que deixem meus fundos em minhas contas", afirmou um dos manifestantes, que levava uma bandeira da Argentina, da mesma forma que vários presentes, enquanto outros erguiam cartazes em rejeição ao projeto enviado pelo governo de Kirchner.
A iniciativa prevê a transferência dos ativos das Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão (AFJP) --cerca de US$ 30 bilhões (R$ 63 bilhões)-- ao sistema estatal, o que é apoiado pelo governo e por setores de outros partidos.
| Marcos Brindicci/Reuters |
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| Homem passa em frente de policiais; estatização envolve R$ 63 bi da previdência |
O projeto será debatido nesta quinta-feira em uma sessão especial da Câmara dos Deputados, na qual o Executivo espera conseguir a aprovação da proposta, que, para seguir em frente, deverá ser ratificada em uma votação do Senado, prevista para o próximo dia 20 de novembro.
O governo, que tem a maioria das cadeiras de deputados, aceitou mudar 15 artigos da reforma a fim de garantir o maior apoio possível à iniciativa, que causou impacto negativo nos mercados.
As mudanças pactuadas com outras forças políticas "melhoram e enriquecem o projeto", afirmou hoje Agustín Rossi, chefe do grupo de deputados da governista Frente para a Vitória, controlado pelo Partido Justicialista (peronista).



