Mundo
06/11/2008 - 08h32

Obama faz primeira reunião com a CIA sobre assuntos estratégicos

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deve participar nesta quinta-feira da primeira reunião com uma equipe do Serviço Nacional de Inteligência americano, a CIA.

O encontro, rotineiro na agenda dos presidentes da república, serve para colocar o ocupante da Casa Branca a par de assuntos estratégicos para o governo.

Segundo reportagem publicada pela rede de TV CNN, o diretor do Serviço Nacional de Inteligência, Mike McConnell, avaliou o cenário global a longo prazo e falou sobre o que a população mundial estará enfrentando em 2025. O quadro esperado, de acordo com o diretor, não é otimista.

Jae C. Hong/AP/4.nov.2008
CIA faz primeira reunião com Obama para apresentar relatório de temas estratégicos
CIA faz primeira reunião com Obama para apresentar relatório de temas estratégicos

Em uma conferência anual para agentes do Serviço de Inteligência, McConnel falou que o aumento dos índices demográficos, da competição por recursos naturais e a mudança climática vão aumentar a possibilidade de conflitos. São essas análises que deverão ser repassadas a Barack Obama na reunião desta quinta-feira.

Uma equipe do serviço de inteligência foi nomeada para apresentar os relatórios secretos e discutir os temas com Obama, segundo a CNN.

Na avaliação de McConnell, o crescimento da economia e da população vai aumentar a demanda por suprimentos, como energia e alimentos. O fornecimento de petróleo e gás deve ficar mais escasso e a produção concentrada em áreas politicamente instáveis.

Conflitos

McConnell disse também que estudos apontam que novas tecnologias --como biocombustível, carvão limpo e hidrogênio-- vão demorar pelo menos 25 anos para serem comercializadas em larga escala. O acesso restrito à água limpa e tratada, de acordo com analistas, vai chegar a níveis de alerta sem precedentes nos próximos 20 anos. Segundo McConnell, 1,4 bilhão de pessoas em 36 países vão enfrentar escassez de água, o que impactará na produção de alimentos.

McConnell prevê também uma transferência, sem precedentes, da riqueza global do ocidente para o oriente. Em 2025, a China deverá ser a segunda economia do mundo. A Índia estará crescendo para ocupar a segunda ou terceira posição. "Dada a confluência dos fatores do novo sistema global, com o agravamento da tensão sobre recursos naturais e proliferação de armas, prevemos um ambiente favorável a conflitos", disse McConnell.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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