Mundo
06/11/2008 - 08h45

Israel diz temer que política de Obama pode não funcionar com o Irã

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da Reuters, em Jerusalém

A chanceler israelense, Tipzi Livni, disse temer que a política de diálogo direto do presidente eleito americano, Barack Obama, pode ser entendida como sinal de fraqueza e ter pouca efetividade nos esforços para persuadir o Irã a abandonar seu programa nuclear.

"Nós vivemos em uma vizinhança na qual algumas vezes o diálogo --em uma situação na qual você trouxe sanções e depois muda para o diálogo- pode ser interpretada como fraqueza", disse Livni, em entrevista à rádio Israel, sobre a mudança de política em relação à Teerã, com o governo Obama.

A entrevista de Livni, que assumirá como primeira-ministra após eleições de 10 de fevereiro, é a primeira dissonância em um governo aliado aos EUA desde que o democrata foi eleito em votação popular, derrotando o republicano John McCain, que defendia uma postura mais rígida em relação ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Questionada se apoiava qualquer forma de diálogo entre os EUA e o Irã, Livni respondeu de forma direta "não".

Livni, que lidera o partido centrista Kadima, afirmou também que "o resumo" é que os EUA, sob a Presidência Obama, "não está disposto a aceitar um Irã nuclear".

Os EUA e a Europa defendem que o programa nuclear iraniano tem como objetivo a criação de ramas nucleares, uma alegação que Teerã nega.

Israel, importante aliado americano na região, afirmou que o programa nuclear do país é uma ameaça a sua existência e que considera todas as opções --inclusive um ataque militar-- para interrompê-lo.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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