Mundo
06/11/2008 - 11h12

Disputas internas dividiram equipes de McCain e Palin, diz "NYT"

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colaboração para a Folha Online

Depois de uma derrota contundente na eleição presidencial americana, a equipe republicana discute quem foi o culpado. Os partidários do ex-presidenciável John McCain culpam as gafes da companheira de chapa, Sarah Palin, por afastar os eleitores das urnas. A equipe da governadora do Alasca rebate as críticas.

Um dos principais assessores da campanha de McCain falou ao jornal americano "The New York Times" que, não bastasse Palin não colaborar com a agenda de comícios, ela ainda caiu na pegadinha de uma rádio francesa cujo apresentador fingiu ser o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Mike Blake/Reuters
U.S. Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) speaks during his election night rally with vice presidential nominee Alaska Gov. Sarah Palin in Phoenix November 4, 2008. REUTERS/Mike Blake (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Sarah Palin acompanha discurso da derrota do ex-presidenciável republicano, John McCain

Um conselheiro do time de Palin disse ao jornal que as acusações são absurdas e que a ligação do presidente francês estava na agenda de Palin por três dias e ela não deveria ser acusada por algo que o time de McCain não percebeu. Leia íntegra da matéria, em inglês

Seja de quem for a culpa pela gafe de Palin, os analistas são unânimes em apontá-la como mais uma prova da inexperiência da republicana, algo que preocupou os eleitores americanos e que pode, efetivamente, ter afastado alguns eleitores das urnas de terça-feira (4).

A brincadeira, afirma ainda o jornal, foi o catalisador de uma "guerra civil" entre a campanha de Palin e McCain que se acentuou desde meados de setembro até o seu discurso final, quando os dois mal se falavam.

"Eu acho que foi uma relação difícil", disse um dos assessores, que, como os outros preferiu não se identificar. "McCain falava com ela ocasionalmente".

Discurso

Os assessores de McCain apontam que boa parte das tensas relações entre o senador e Palin dão resultado da crença de que ela prejudicou sua campanha à Presidência.

Na noite de terça-feira, disse um assessor de McCain, Palin insistia em discursar antes do ex-presidenciável, embora não seja uma tradição. Mas, Mark Salter, um dos principais assessores de McCain, e Steve Schmidt, seu estrategista-chefe, negaram assim que leram o texto.

Outro dos momento tenso na campanha foi a revelação de que o Comitê Republicano havia pago US$ 150 mil em roupas e acessórios para a ex-candidata a vice usar na COnvenção Nacional Republicana.

A história atraiu críticas dos democratas e da mídia e McCain, e até mesmo sua mulher, Cindy, saíram em defesa de Palin dizendo que este era um tema tolo para se preocupar diante da grave crise que assola os americanos. Os assessores de McCain disseram ao "NYT", contudo, que Nicolle Wallace aconselhou Palin a comprar três novas roupas para o evento, no começo de setembro, e outras três para a campanha. O orçamento era de US$ 20 mil.

Os assessores disseram que a compra de US$ 150 mil para Palin e sua família foi um absurdo e que advogados farão um inventário de tudo para tentar cobrar a governadora pelos gastos.

Palin preferiu evitar a polêmica. "Eu não tenho intenção de entrar em questões de negatividade porque tudo isso foi positivo para mim", disse, acrescentando que é tempo de comemorar a vitória de Obama e não "deixar brigas internas de campanha acabarem com o reconhecimento deste momento histórico".

 

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