Mundo
06/11/2008 - 11h46

Obama não trará "mudança radical" em política ambiental, diz ministro alemão

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da Efe, em Berlim

O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou nesta quinta-feira que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não fará uma "mudança radical" na política ambiental de Washington.

"A proteção ao ambiente também não será no futuro um tema prioritário nos Estados Unidos", disse Steinmeier, durante conferência sobre os efeitos da mudança climática nas políticas de segurança realizada até amanhã, em Freiburg (sudoeste da Alemanha).

O ministro afirmou que não tem "expectativas elevadas demais" diante de uma possível mudança de rumo ambiental em Washington. Segundo ele, nos EUA, "a questão principal sempre foi a segurança energética".

Além disso, há "a consideração sobre como o país pode se tornar independente de fornecedores incertos de energia como, por exemplo, a Venezuela", afirmou. Segundo o ministro, os EUA não estão preparados para fazer a contribuição necessária para atenuar as conseqüências negativas da mudança climática.

Esforço conjunto

Para Steinmeier, sozinho, Obama não conseguirá generalizar uma política mais respeitosa ao ambiente. Mas destacou que a Europa não deve "desanimar" com isso, já que a proteção ambiental deve "ser levada adiante".

Cerca de mil especialistas participam entre hoje e amanhã do congresso sobre mudança climática organizado pelo Ministério de Exteriores alemão em Freiburg. Entre eles, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, Rajendra Pachauri.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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