Mundo
06/11/2008 - 13h22

Ao menos oito morrem em explosão na Ossétia do Norte

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colaboração para a Folha Online

Ao menos oito pessoas morreram nesta quinta-feira e outras 20 ficaram feridas devido à explosão de um microônibus no centro de Vladikavkaz, capital da república russa da Ossétia do Norte, informou a Procuradoria da Rússia. O órgão afirmou que a explosão foi um atentado terrorista, mas não culpou nenhum grupo pela ação, que ainda não foi assumida por ninguém.

Arte Folha Online/Arte Folha Online

A explosão ocorreu por volta das 14h15 (9h15 em Brasília) perto de um ponto de ônibus, situada em uma das ruas mais movimentadas da cidade. O assessor da Procuradoria da Rússia para a Ossétia do Norte, Tchermen Zanguiev, disse que entre os mortos há seis mulheres, entre elas uma adolescente de 15 anos. A explosão ocorreu quando um microônibus deixava alguns passageiros próximo ao ponto.

"Não há nenhuma dúvida de que se trata de um atentado terrorista, porque, no local, foram encontrados fragmentos de uma bomba", reiterou Zanguiev.

"É provável que a explosão tenha acontecido no nível da cintura de uma pessoa, que entrava ou se aproximava do microônibus", acrescentou Zanguiev, que disse que a potência da bomba foi equivalente ao menos à de 300 gramas de TNT (trinitrotolueno), substância explosiva de grande potência.

AP
Microônibus ficou destruído com explosão que matou 11 pessoas; Rússia denuncia terrorismo
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O presidente da Ossétia do Norte, Teimuraz Mansurov, antecipou que a informação sobre as vítimas ainda é provisória e anunciou a convocação de uma reunião urgente dos serviços de segurança da república.

De Moscou, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, encomendou ao Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) a investigação dos fatos em Vladikavkaz, e ordenou redobrar as medidas de segurança em toda a região.

A Ossétia do Norte é uma república russa, vizinha da Tchetchênia e da Ossétia do Sul, região separatista georgiana, cuja independência foi reconhecida pela Rússia no final de agosto após conflitos violentos. A república tem sido alvo de diversos ataques desde o começo dos conflitos entre a Rússia e os separatistas da Tchetchênia há mais de uma década.

Com Efe, Reuters e Associated Press

 

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