Chefe-de-gabinete de Obama tem fama de durão
da Folha Online
O deputado federal Rahm Emanuel tem instinto político, experiência na Casa Branca e um estilo durão de Chicago --características que lhe serão úteis em seu cargo de chefe-de-gabinete do presidente eleito Barack Obama, mas que levantam dúvidas se ele representa a mudança que Obama busca.
Seu estilo combativo como diretor político no início da administração Bill Clinton (1993-2001) lhe rendeu o apelido Rahmbo, em homenagem ao personagem da série cinematográfica de mesmo nome protagonizada por Sylvester Stallone. No entanto, essa característica nem sempre gerou resultados.
| Matthew Cavanaugh/Efe |
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| Rahm Emanuel, chefe-de-gabinete do presidente eleito Barack Obama |
Emanuel perdeu esse trabalho, mas continuou como alto assessor do presidente e participou de algumas das principais iniciativas de Clinton, como o Nafta.
Após um período lucrativo trabalhando no mercado financeiro, Emanuel foi eleito para a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), e rapidamente se tornou uma liderança.
Ele foi um dos coordenadores dos esforços do Partido Democrata para a eleição legislativa de 2006 --quando os democratas tomaram o controle das duas câmaras-- através de incansável levantamento de fundos e recrutamento de candidatos.
Emanuel é hoje o democrata número quatro na câmara como líder das votações democratas. "Ele é um bom estrategista. É um pensador criativo. Mas creio que o faz ter muito sucesso é sua vontade de seguir suas convicções", disse o deputado Danny Davis, também por Illinois, após a vitória de 2006.
Ingresso na política
Filho de um médico israelense que se mudou para os EUA, o deputado cresceu no elegante subúrbio de Chicago de Wilmette. Seu irmão Ari é um agente de Hollywood, fonte de inspiração de Ari Gold, super-agente ambicioso da série da HBO "Entourage".
O legislador já foi citado como uma inspiração para o assessor presidencial do seriado "The West Wing".
| Alex Brandon/AP |
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| O deputado democrata e ex-assessor de Bill Clinton, Rahm Emanuel, conversa com Obama, de quem será chefe-de-gabinete |
Seu ingresso na política se deu após a faculdade, quando trabalhou para a campanha de Paul Simon ao Senado e de Richard Daley à Prefeitura de Chicago em 1989.
Ele então foi trabalhar para um governador pouco conhecido do Arkansas que queria ser presidente. As habilidades de Emanuel para levantar fundos levam o crédito de ajudar a manter a campanha de Clinton viável mesmo em momentos difíceis.
Em 1999, Emanuel deixou a Casa Branca para trabalhar no mercado financeiro de Chicago, onde Obama também vive. A firma à qual Emanuel se uniu logo foi vendida e Emanuel ganhou milhões de dólares, o que lhe deu segurança financeira para voltar à política.
Financiamento recorde
Quando recebeu a incumbência de supervisionar os esforços de campanha de 2006, Emanuel conseguiu um recorde de arrecadação, com uma soma bem maior que no pleito quatro anos antes. A principal fonte de dinheiro era oriunda dos próprios membros do Congresso, o que irritou alguns deputados que sentiram pressão para contribuir.
O dinheiro adicional permitiu aos democratas da câmara aumentarem o campo de atuação na campanha, trabalhando em distritos eleitorais que não haviam sido considerados competitivos antes. Isso, em algumas ocasiões, significou o recrutamento de candidatos mais conservadores, estratégia do deputado que gerou algumas queixas.
Mas seu sucesso em eleger uma maioria democrata amenizou a maioria dos rancores e confirmou seu nome como uma força na câmara --talvez como líder do partido na casa, no futuro.
Emanuel e sua mulher tem três filhos. Ele disse à TV WLS nesta quarta-feira que precisava considerar o impacto do trabalho em sua família antes de aceitá-lo.
"Tenho muito o que pesar --a base do serviço público, ao qual dei minha vida, uma escolha de carreira. E, mais importante, o que quero fazer como pai", afirmou. "E sei algo sobre a Casa Branca. Isso, eu imagino, é uma das razões que fazem o presidente eleito Obama querer que eu trabalhe (como chefe-de-gabinete). Mas também sei algo sobre o que significa ser uma família."
Com Associated Press
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ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
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