Democratas articulam plano anticrise; Obama acelera escolhas de nomes
da Folha Online
Com a escolha de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos e a maioria garantida no Congresso, os democratas já começaram a articular, em Washington, a aprovação de um plano de estímulo econômico de US$ 100 bilhões. O pacote, de acordo com a democrata Nancy Pelosi, presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), seria similar ao de US$ 168 bilhões lançado em fevereiro passado.
O pacote de US$ 168 bilhões ajudou a fazer a economia americana andar: o dinheiro extra favoreceu gastos dos consumidores entre abril e julho, o que foi refletido nos dados do PIB (Produto Interno Bruto). No terceiro trimestre deste ano, a economia americana teve uma retração de 0,3%, contra um crescimento de 2,8% no período imediatamente anterior.
| Mitch Dumke/Reuters |
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| Nancy Pelosi defende a aprovação de estímulos econômicos |
Especialistas dizem que, sem o benefício do dinheiro extra, nos próximos trimestres, o desempenho econômico americano deverá ser inferior.
Só no mês de outubro passado, a economia americana perdeu 240 mil postos de trabalho, no décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. A taxa de desemprego subiu para 6,5% no mês passado, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.
Entre os objetivos do novo pacote, de acordo com reportagem do jornal "Washington Post" publicada nesta sexta-feira, estariam a criação de programas públicos que gerem empregos; a extensão da duração de benefícios dados atualmente a desempregados; e a ajuda para os governos estaduais com grandes dívidas na saúde.
Nesta quinta-feira (6), Pelosi e o líder da maioria democrata no Senado, Harry M. Reid, tiveram reuniões com executivos da indústria automobilística, que também esperam ter algum benefício com o eventual novo pacote de incentivo econômico. Esses executivos querem empréstimos com juros baixos para repaginar fábricas e iniciar a produção de veículos de baixo consumo de combustível. O Congresso já aprovou um plano de US$ 25 bilhões em empréstimos.
Para o novo pacote, a idéia é iniciar, já no começo de 2009, cortes de impostos para famílias com baixa renda ou de classe média. Para alguns congressistas, o ideal seria que o pacote já incluísse não só cortes de impostos emergenciais, mas toda a política de cortes para a classe média que Obama prometeu na campanha presidencial; além de uma extensão dos cortes já existentes, implantados pelo presidente George W. Bush, que expiram em 2010.
O maior obstáculo dos democratas é aprovar o pacote ainda neste ano, para que ele seja implantado no começo do ano que vem. Conforme avalia o "Washington Post", enquanto a extensão dos cortes de impostos feitos por Bush deva atrair votos de republicanos, o plano de Obama de reduzir impostos para famílias que têm renda anual inferior a US$ 250 mil é bastante impopular naquele partido.
Conselhos econômicos
Nesta sexta-feira, Obama participa, em Chicago, de uma reunião com um conselho formado, fundamentalmente, por CEOs e antigos colaboradores do governo federal para discutir como ocorrerá a transição do governo Bush para o governo Obama, no plano econômico. Entre os conselheiros que participam da reunião estão dois nomes cotados para assumir a Secretaria do Tesouro: Paul Volcker, ex-presidente do FED (Banco Central americano) (1979-1987) e Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro (1999-2001).
Depois da reunião, Obama dará sua primeira entrevista como presidente eleito. Esperava-se que, na ocasião, ele anunciasse não só o novo secretário como também outros nomes para o seu governo. O primeiro foi confirmado ontem --é o deputado democrata Rahm Emanuel, que será chefe de gabinete na Casa Branca.
Entretanto, de acordo com a porta-voz da equipe de transição, Stephanie Cutter, "não haverá anúncios" nesta sexta-feira.
Para a segurança nacional, os cotados são dois republicanos --os senadores Chuck Hagel, que viajou com Obama pelo Iraque e pelo Afeganistão durante a campanha, e Dick Lugar, veterano de Guerra do Vietnã (1959 a 1975) (assim como o rival de Obama na campanha, John McCain) e um grande crítico do governo Bush.
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Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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