Antes de chegar à Casa Branca, Obama tem de escolher escola, igreja e cachorro
colaboração para a Folha Online
O presidente eleito Barack Obama mal teve tempo de comemorar a vitória e já participa de uma série de reuniões para decidir sua equipe de transição. Mas seu time de assessores não é a única escolha a fazer antes de se mudar para a Casa Branca --Obama tem de escolher ainda a escola das filhas, a Igreja que frequentará em Washington e o cachorro de estimação que prometeu às filhas.
As decisões, afirma reportagem do "Washington Post", devem ficar a cargo de Michelle, nova primeira-dama do país que disse assumir como "mãe-em-chefe" quando Obama vencesse as eleições. Leia íntegra, em inglês
E, como o casal Obama deve perceber rapidamente, o lobby será forte para influenciar nas escolhas da família. Um lado, afirma o "Post", quer que Malia, 10, e Sasha, 7, sejam matriculadas na Sidwell Friends School, mesma escola freqüentada por Chelsea Clinton, filha do último presidente democrata Bill Clinton, assim como as filhas do ex-presidente Richard Nixon e as netas do vice-presidente eleito Joe Biden.
| Pablo Martinez Monsivais/AP/30.out.2008 |
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| Família Obama terá que mudar rotina a partir de janeiro e terá que escolher nova escola, igreja e um cachorro de estimação |
Outros nomes influentes no círculo presidencial querem que as filhas do democrata estudem em Maret School, onde a conselheira de Obama para assuntos de política externa, Susan Rice, matriculou seus filhos.
Mas, lembra o jornal, a escolha do colégio das filhas do presidente envolve muito mais do que uma boa educação. Para Obama, que disse ter crescido como todo americano comum e enfrentado dificuldades para estudar, mandar as filhas à escola pública teria um significado muito maior. O problema é que há apenas uma na região.
"Esta literalmente apenas começando", disse um de seus assessores. "Seu mundo é construído ao redor de suas filhas, então eles levam isso muito a sério", confirmou.
Religião
Outra decisão importante para a família Obama será a escolha da igreja. Obama, que teve que lutar contra boatos de que era muçulmano, freqüentava a Igreja da Trindade de Cristo, em Chicago, até que dois pastores com sermões polêmicos e muito criticados durante a campanha presidencial fizeram-no se afastar do templo ao qual ia há mais de 20 anos.
A opção seria a Igreja Unida de Cristo em Washington, onde os sermões, afirma o "Post", tendem a ser mais descontraídos. "Nós entendemos", disse Diane Miller, diácono na igreja, realista com o fato do 44º presidente americano não querer freqüentar suas igrejas.
"É como um novo vizinho na vizinhança. Você quer saber o que eles fazem depois do trabalho, a qual igreja elas vão e se eles comem queijo quente no almoço", disse Carolyn Peachey, planejadora de eventos em Washington.
Situar a família na nova casa e vizinhança será a prioridade de Michelle, disse um assessor ao "Post", mas também haverá espaço para questões presidenciais como mais atenção a família de militares.
A mudança, alerta o "Post", é rápida. Quando todas as atenções estão voltadas para o dia da posse, vários caminhões trarão a mudança da família Obama para a Casa Branca, a tempo do almoço formal de recepção da família.
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