Chega a 11 número de mortos em atentado na Ossétia do Norte
da Folha Online
da Efe, em Moscou
Chegou a 11 o número de pessoas mortas na explosão de um microônibus que aconteceu às 14h15 (9h15 em Brasília) desta quinta-feira (6), em Vladikavkaz, capital da república russa da Ossétia do Norte, informaram fontes das forças de segurança. Uma 12ª pessoa, que portava a bomba, também morreu. Outras cerca de 40 continuam internadas em estado grave.
O microônibus explodiu ao parar em um ponto de ônibus, em uma das ruas mais lotadas da cidade. Segundo Chermén Zanguíev, representante da Procuradoria da Ossétia do Norte, "é provável que a explosão tenha ocorrido na altura da cintura de uma pessoa, que subia ou que se aproximava do microônibus".
| Arte Folha Online/Arte Folha Online |
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Conforme Zanguíev, a potência da bomba indica que ela tinha entre 300 gramas e 500 gramas de TNT, substância explosiva de grande potência.
Um porta-voz das forças de segurança confirmou nesta sexta-feira que, no lugar da explosão, foram encontrados fragmentos do cinto da terrorista, que levava elementos explosivos. Disse ainda que a terrorista não foi identificada e que ainda não está confirmado se ela que detonou a bomba ou se isso ocorreu por controle remoto.
Acusações
Os investigadores não descartam a hipótese de que o ataque tenha sido feito na república russa vizinha da Inguchétia, apesar de a versão não ter sido dada oficialmente confirmada, segundo o jornal "Kommersant". A suspeita tem origem no conflito entre as duas repúblicas que, em 1992, causou a morte de mais de mil de pessoas e que provocou a fuga em massa de inguches do território da Ossétia do Norte.
| AP |
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| Imagem de TV mostra investigadores junto a microônibus que explodiu em um ponto no centro da cidade de Vladikavkaz |
O presidente da região separatista georgiana da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, disse não descartar também a hipótese de que "o atentado terrorista na capital da Ossétia do Norte seja obra dos serviços secretos georgianos". "Faz tempo que a Geórgia tomou o rumo do terrorismo de Estado, e essa versão não deve ser descartada", acusou Kokoiti.
O chefe do Comitê de Investigação da Procuradoria Geral da Rússia, Aleksandr Bastrikin, por sua vez, disse que "não existem fundamentos" nas acusações contra a Geórgia. Para ele, o ataque tem como motivo a desestabilização da situação em toda a região do Cáucaso ou a reativação do conflito entre Ossétia do Norte e Inguchétia.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou nesta sexta-feira que "este fato [o atentado] demonstra que continua existindo uma ameaça terrorista" e acrescentou que "baixar a guarda seria um despropósito" No dia anterior, ele encomendara ao Serviço Federal de Segurança (o antigo KGB) que investigasse os fatos.
O diretor do FSB, Aleksandr Bórtnikov, já havia advertido, em 14 de outubro passado, em uma reunião do Comitê Antiterrorista Nacional, sobre ameaça de atentados terroristas no Cáucaso Norte. "O Comitê Antiterrorista Nacional foi informado da ameaça de terroristas nas zonas adjacentes às [regiões separatistas georgianas de] da Abkházia e de Ossétia do Sul, assim como da intenção de grupos clandestinos de desestabilizar toda a situação no Cáucaso Norte", declarou, naquela época.
Foi declarado luto neste sábado (8) também na Ossétia do Sul.
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