Mundo
07/11/2008 - 17h24

Obama irá trabalhar para diminuir expectativas de simpatizantes, diz "NYT"

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da Folha Online

O presidente eleito Barack Obama começou a trabalhar para diminuir as grandes expectativas entre seus simpatizantes, segundo o jornal "New York Times". O democrata irá lembrar os americanos ao longo da transição que os desafios do país são muitos, difíceis, e levará tempo para resolvê-los.

Os assessores de Obama se disseram surpresos com a euforia criada em virtude da vitória de Obama na maior parte dos EUA e no exterior. Mas enquanto o apoio popular pode ser um tremendo recurso político para o presidente implementar sua agenda após assumir, em janeiro, seus assessores dizem estar tentando diminuir as esperanças de que ele será capaz de resolver os problemas do país ou de reverter as políticas de George W. Bush de forma rápida e fácil, ainda mais em meio à perspectiva de uma recessão econômica.

"Nós falamos sobre isso", disse Robert Gibbs, principal assessor de comunicação do presidente eleito. "É importante que todos entendam que isso não acontecerá da noite para o dia. É necessário haver uma expectativa realista do que pode acontecer e o quão rápido."

Contexto

Porém, Joel Benenson, pesquisador de campanha de Obama, disse pensar que o público reconhece os problemas que o presidente eleito enfrenta e que irá julgá-lo de acordo com esse contexto.

"Eu não acho que eles o vêem como um fazedor de milagres que em dois meses irá resolver uma crise econômica", afirmou Benenson. "É questão de ser direto com as pessoas sobre o que iremos conseguir e o quão rápido isso será feito."

Obama irá abordar o tema em sua próxima coletiva e na maioria de suas aparições em público a partir de agora, de acordo com seus assessores.

Eles disseram que tentarão desencorajar a tradicional marca para avaliar os avanços do novo presidente --os primeiros cem dias. Obama disse em entrevista no fim de sua campanha que era mais apropriado falar em mil dias.

Momento adverso

Os assessores do democrata afirmam que o tom de seu discurso de vitória na terça à noite reflete sua consciência dessas circunstâncias. O democrata alertou que as promessas que levaram os americanos a apoiarem sua candidatura --como expandir o sistema de saúde e mudar o estilo de política de Washington-- podem levar o mandato inteiro para se concretizar.

A precaução reflete os perigos inevitáveis de tomar o controle da Casa Branca em momento tão adverso, particularmente após uma campanha que criou tanta esperança entre os eleitores.

A crise econômica com certeza irá complicar os esforços domésticos mais ambiciosos de Obama, como a expansão do sistema de saúde e o corte de impostos da maioria dos americanos. Seus pedidos por uma mudança na política de Washington irá requerer uma grande mudança na história, afirma o "New York Times".

Mesmo com maiorias expressivas no Senado e na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), aprovar legislações importantes pode ser difícil e requerer compromissos de Obama.

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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