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07/11/2008 - 18h18

Não será fácil sair do buraco em que estamos, diz Barack Obama

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colaboração Folha Online

Atualizado às 19h07.

O presidente eleito Barack Obama afirmou nesta sexta-feira, durante a primeira coletiva de imprensa, que pretende investir na criação de empregos e em políticas de redução fiscal com foco na classe média para tirar os EUA da pior crise econômica desde a quebra de Bolsa de Nova York em 1929.

"Vamos avançar em políticas para crescer a nossa classe média e fortalecer a nossa economia em longo prazo. Minha equipe estará trabalhando muito nas próximas semanas. Algumas decisões que faremos serão difíceis. Não será rápido e não será fácil para nós sairmos do buraco em que estamos. Mas os EUA são um país forte e nós conseguiremos".

Jason Reed/Reuters
Barack Obama durante sua primeira coletiva após a vitória nas eleições presidenciais
Barack Obama durante sua primeira coletiva após a vitória nas eleições presidenciais

Conforme Obama, o governo irá "estabelecer prioridades", "como um plano de resgate da classe média para melhorar a vida das famílias, estender o seguro-desemprego e criar um plano de estímulo fiscal que dê partida ao crescimento econômico". O democrata defendeu a criação de empregos por considerar a perda dos postos de trabalho como um ponto negativo na economia.

"A perda de empregos tem um impacto óbvio na confiança do consumidor, na capacidade das pessoas de comprarem bens e serviços e isso pode ter um efeito em cascata muito grande", disse o presidente eleito. Ele prometeu ajudar os "governos estaduais e locais para não terem mais problemas em ter que despedir pessoas ou por não poderem aumentar os impostos".

Pacote

Sobre a possibilidade de anunciar o pacote de estímulo econômico de R$ 100 bilhões antes da posse, no dia 20 de janeiro, Obama disse que "gostaria que fosse aprovado logo", mas caso não consiga "será a primeira coisa que eu farei quando assumir como presidente".

Obama agradeceu ainda a "cooperação" do atual presidente, George W. Bush, pelo "compromisso de assegurar que a equipe econômica dê todas as coordenadas para a transição". "Temos um grande desafio e temos que atuar de forma árida", disse o presidente eleito, que alertou sobre a necessidade de uma "resposta global" à crise.

"Vamos rever a implementação de um programa financeiro dentro da administração desse governo para assegurar se os esforços estejam de fato atingindo a sua meta principal de estabilizar os mercados financeiros protegendo os contribuintes, ajudando os donos de imóveis e não ajudando as pessoas que não precisam de ajuda", disse Obama que ressaltou a importância de um trabalho conjunto entre o Departamento do Tesouro e agências governamentais para "ajudar as famílias a evitar o despejo e ficarem em seus lares".

Indústria automobilística

O democrata defendeu ainda um corte orçamentário e prometeu o investimento na indústria automotiva. "A indústria automobilística é a espinha dorsal da nossa indústria manufatureira e vou fazer um esforço para reduzir a nossa dependência do petróleo estrangeiro", disse Obama.

O presidente afirmou ainda que transformou em prioridade a elaboração de políticas para ajudar a indústria automobilística a se ajudar para ultrapassar a crise financeira e produz "carros que sejam eficientes em termos de uso de combustível".

Obama disse que pediu "imediatamente" para a equipe de transição checar as necessidades atuais do setor e se necessário, elaborar uma legislação adicional.

Obama disse também que irá focar as primeiras ações do novo governo nas promessas defendidas durante a campanha de melhorias no setor da saúde, educação e um "alívio fiscal" das famílias.

"Não vai ser rápido sair do buraco onde estamos, mas vamos colocar de lado o partidarismo para corresponder as expectativas de depositaram em nós", disse Obama ao afirmar ainda que trabalhará muito ao lado do chefe de gabinete Rahm Emanuel e que já tomou algumas ações prévias para tornar o plano econômico viável.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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