Mundo
08/11/2008 - 10h48

Obama diz que é hora dos americanos se unirem para resolver a crise

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da Reuters, em Chicago

O presidente eleito, Barack Obama, disse neste sábado que, com a passagem das eleições presidenciais, está na hora dos Estados Unidos "deixarem de lado as diferenças políticas" e "trabalharem juntos para resolver a crise econômica".

Obama fez as declarações no programa semanal de rádio do Partido Democrata, veiculado neste sábado, e o tom do discurso foi de bipartidarismo e união.

Carlos Barria/Reuters
U.S. President-elect Barack Obama (C) answers a question during his first press conference following his election victory in Chicago, November 7, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES)
Barack Obama faz sua primeira coletiva como presidente eleito, acompanhado pelo vice, Joe Biden, e os membros de seu conselho

O democrata, que teve uma vitória esmagadora contra o republicano John McCain, lembrou que o presidente George W. Bush e a primeira-dama, Laura, convidaram ele e sua mulher, Michelle, para visitar a Casa Branca na segunda-feira (10), e que os Bush ofereceram todo o apoio para a transição de governo.

"Isso mostra o reconhecimento fundamental de que aqui na América nós podemos competir vigorosamente nas eleições e desafiar as idéias alheias, mas nos unir em um único propósito depois que a votação termina", disse Obama. "E isso é particularmente importante no momento em que enfrentamos o mais sério desafio de nossas vidas", disse.

Como esperado, Obama falou sobre os preocupantes números da economia divulgados na sexta-feira. Segundo o relatório do governo, o desemprego aumentou 0,4 ponto percentual, para 6,5% em outubro.

"Dezenas de milhares de famílias estão lutando para descobrir um meio de pagar suas contas e manter suas casas", disse. "Suas histórias são um lembrete urgente de que estamos encarando o maior desafio econômico de nossas vidas, e devemos agir para resolvê-lo."

Obama afirmou ainda que ele e sua equipe de conselheiros econômicos --formada por grandes empresários e acadêmicos- discutiram os desafios eeconômicosem uma reunião na sexta-feira e já começaram a desenvolver uma série de políticas para lidar com a crise.

"Temos de reconhecer que temos só um presidente de cada vez e que o presidente Bush é o líder do nosso governo, quero assegurar que nós já começamos a trabalhar antes de 20 de janeiro (dia da posse) porque não temos um minuto a perder", disse o democrata que, contrariando as expectativas, não revelou nenhum nome de sua equipe de transição ontem.

Impaciência

Obama disse ainda que o país "não pode esperar" novas políticas em assuntos prioritários como energia limpa, reforma do sistema de saúde, melhora da educação e alívio fiscal para famílias de classe média --assuntos centrais em sua plataforma eleitoral.

"Eu não subestimo a enormidade da tarefa que está à nossa frente", disse Obama. "Nós tomamos algumas atitudes importantes até agora e vamos precisar de mais ações durante este período de transição e nos próximos meses."

"Algumas das escolhas vão ser difíceis, mas a América é um país forte e resistente. Eu seu que nós vamos ser bem-sucedidos se colocarmos de lado o partidarismo e trabalharmos juntos como uma nação. E isso é o que eu pretendo fazer", encerrou o democrata, que enfrentará a pior crise financeira desde a Grande Depressão, nos anos 30.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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