Obama diz que é hora dos americanos se unirem para resolver a crise
da Reuters, em Chicago
O presidente eleito, Barack Obama, disse neste sábado que, com a passagem das eleições presidenciais, está na hora dos Estados Unidos "deixarem de lado as diferenças políticas" e "trabalharem juntos para resolver a crise econômica".
Obama fez as declarações no programa semanal de rádio do Partido Democrata, veiculado neste sábado, e o tom do discurso foi de bipartidarismo e união.
| Carlos Barria/Reuters |
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| Barack Obama faz sua primeira coletiva como presidente eleito, acompanhado pelo vice, Joe Biden, e os membros de seu conselho |
O democrata, que teve uma vitória esmagadora contra o republicano John McCain, lembrou que o presidente George W. Bush e a primeira-dama, Laura, convidaram ele e sua mulher, Michelle, para visitar a Casa Branca na segunda-feira (10), e que os Bush ofereceram todo o apoio para a transição de governo.
"Isso mostra o reconhecimento fundamental de que aqui na América nós podemos competir vigorosamente nas eleições e desafiar as idéias alheias, mas nos unir em um único propósito depois que a votação termina", disse Obama. "E isso é particularmente importante no momento em que enfrentamos o mais sério desafio de nossas vidas", disse.
Como esperado, Obama falou sobre os preocupantes números da economia divulgados na sexta-feira. Segundo o relatório do governo, o desemprego aumentou 0,4 ponto percentual, para 6,5% em outubro.
"Dezenas de milhares de famílias estão lutando para descobrir um meio de pagar suas contas e manter suas casas", disse. "Suas histórias são um lembrete urgente de que estamos encarando o maior desafio econômico de nossas vidas, e devemos agir para resolvê-lo."
Obama afirmou ainda que ele e sua equipe de conselheiros econômicos --formada por grandes empresários e acadêmicos- discutiram os desafios eeconômicosem uma reunião na sexta-feira e já começaram a desenvolver uma série de políticas para lidar com a crise.
"Temos de reconhecer que temos só um presidente de cada vez e que o presidente Bush é o líder do nosso governo, quero assegurar que nós já começamos a trabalhar antes de 20 de janeiro (dia da posse) porque não temos um minuto a perder", disse o democrata que, contrariando as expectativas, não revelou nenhum nome de sua equipe de transição ontem.
Impaciência
Obama disse ainda que o país "não pode esperar" novas políticas em assuntos prioritários como energia limpa, reforma do sistema de saúde, melhora da educação e alívio fiscal para famílias de classe média --assuntos centrais em sua plataforma eleitoral.
"Eu não subestimo a enormidade da tarefa que está à nossa frente", disse Obama. "Nós tomamos algumas atitudes importantes até agora e vamos precisar de mais ações durante este período de transição e nos próximos meses."
"Algumas das escolhas vão ser difíceis, mas a América é um país forte e resistente. Eu seu que nós vamos ser bem-sucedidos se colocarmos de lado o partidarismo e trabalharmos juntos como uma nação. E isso é o que eu pretendo fazer", encerrou o democrata, que enfrentará a pior crise financeira desde a Grande Depressão, nos anos 30.
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