Mundo
08/11/2008 - 17h14

Assessor de Obama contradiz Polônia e põe em dúvida projeto de escudo antimísseis

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da France Presse, em Washington

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não se comprometeu a seguir com o plano de construir um escudo antimísseis no leste da Europa, afirmou um de seus conselheiros neste sábado (8), contradizendo uma declaração do presidente polonês.

"Obama teve uma boa conversa com o presidente polonês e com o primeiro-ministro polonês, mas não se comprometeu em seguir adiante com os planos do atual governo norte-americano de construir um escudo antimísseis", afirmou Denis McDonough, assessor de política externa de Obama.

A presidência polonesa havia anunciado mais cedo neste sábado a promessa que Obama teria feito na noite de sexta-feira (7), durante uma conversa por telefone com o presidente polonês, Lech Kaczynski, de seguir adiante com o projeto.

"Barack Obama ressaltou a importância da parceria estratégica entre a Polônia e os Estados Unidos e expressou a esperança de poder continuar com a cooperação política e militar entre os dois países. Ele também garantiu que o projeto de escudo antimísseis está mantido", disse a presidência polonesa, em comunicado.

Washington acaba de enviar novas propostas à Rússia para amenizar as reticências de Moscou sobre o projeto do escudo. O negociador norte-americano John Rood afirmou na quinta-feira (6) que a proposta sobre o escudo foi enviada "no início da semana", antes que o presidente russo, Dmitri Medvedev, ameace instalar mísseis no enclave de Kaliningrado, para convencer Washington a desistir de seu projeto.

"Para neutralizar, em caso de necessidade, o sistema de defesa antimísseis, vamos instalar na região de Kaliningrado o complexo de mísseis Iskander", declarou quarta-feira (5) o presidente Medvedev.

Washington assinou recentemente com Praga e Varsóvia acordos para a instalação, até 2013, de um potente radar na República Tcheca acoplado a dez interceptadores na Polônia, com o objetivo de impedir ataques de mísseis balísticos de longo alcance.

Moscou reprova o projeto, por considerá-lo uma ameaça a sua segurança.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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