Equipe de Obama avalia prioridades para primeiros meses de governo
colaboração para a Folha Online
Diante da crise financeira e do enorme déficit orçamentário, a equipe do presidente eleito Barack Obama tentam definir quais de suas ambiciosas promessas de campanha são possíveis nos primeiros meses de seu governo.
Obama repetiu neste sábado (8) que sua prioridade máxima será um plano econômico para recuperar os empregos perdidos (segundo relatório do governo, 1,2 milhão de postos de trabalho foram fechados neste ano e 240 mil somente em outubro). Mas, segundo reportagem do "The New York Times", seus conselheiros dizem que a questão é se ele pode cumprir paralelamente as metas para saúde, mudança climática e independência energética.
| David Katz-04nov.08/Obama for America |
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| Barack Obama e a mulher, Michelle, aguardam resultado da votação de terça (4); agora é hora de definir prioridades do seu governo |
O debate entre Obama e seus assessores é se ele deve adotar uma estratégia agressiva e de múltiplas frentes ou um planejamento mais pragmático, passo-a-passo. A tensão entre as idéias apareceu antes mesmo da eleição e foi tema recorrente dos memorandos preparados pela equipe em vários assuntos.
"Todo presidente tem a tentação de fazer muito", disse um conselheiro ao "NYT", sem se identificar. "Por outro lado, há o exemplo de [Franklin] Roosevelt, que sugere que um presidente extraordinário pode fazer muito", continuou, citando o presidente que assumiu em 1932 com a responsabilidade de lidar com a Grande Depressão.
A decisão, contudo, pode não estar nas mãos de Obama. O democrata, afinal, recebe do atual presidente, George W. Bush, um plano de resgate financeiro que vai disponibilizar US$ 700 bilhões para a compra de títulos sem liquidez do mercado e que ameaça aumentar ainda mais o déficit americano.
"O pobre homem tem suas mãos atadas pela confusão econômica e financeira que estamos agora", disse John Tuck, ex-assessor do presidente Ronald Reagan. "Eu não sei quais são suas opções. Mas elas são muito, muito limitadas".
A restrição do orçamento foi uma questão que surgiu ainda na campanha presidencial. Questionado em um dos debates presidenciais quais seriam os efeitos disso em seus planos de governo e promessas de campanha, Obama afirmou que priorizará a avaliação dos programas do governo e que vai acabar com os que não funcionam, além de fazer os que são efetivos funcionarem melhor.
Para o orçamento, isso significaria o corte de alguns programas e a redução de verbas de outros, estratégia que vai diminuir o gasto orçamentário mas que pode atingir diretamente sua popularidade.
O argumento de Obama por uma estratégia agressiva na economia lembra a política de Roosevelt de que saúde, energia e educação são partes dos problemas sistêmicos da economia e devem ser abordados de maneira ampla.
Ajuda
Mas os democratas estão discutindo uma estratégia mais diversificada na nova crise financeira global. Eles querem não apenas uma força tarefa na economia, mas um programa que aborde também outras políticas da plataforma de campanha de Obama.
Para isso, ele contará com a ajuda da maioria democrata no Congresso, que quer, já em janeiro, aprovar uma expansão do Programa de Seguro Saúde para Crianças, vetado por Bush. Seria um passo importante no caminho de um plano universal de saúde financiado pelo Estado, como Obama prometeu.
Os democratas também querem incluir na agenda do Congresso os cortes de impostos para a classe média, um dos pilares da campanha de Obama desde o estouro da crise.
"Eu acredito que mostraria logo cedo que a mudança está aí", disse o deputado Chris Van Hollen, membro da liderança democrata na Câmara. "Um dos modos muito visíveis de mostrar isso seria passar algumas das leis que George Bush vetou".
Assim, a equipe de transição de Obama já planeja uma série de ordens executivas presidenciais --como leis para aborto e pesquisa de células-tronco-- para que ele assine nas primeiras horas e dias de seu mandato. Isso mostrará, apostam os assessores, que ele está disposto a agir rápido, mesmo que as promessas maiores fiquem para depois.
Obama parece reconhecer a pressão sob a qual entrará na Casa Branca, em 20 de janeiro. Seja em seu discurso de vitória em um parque de Chicago, em sua primeira entrevista como presidente eleito ou no programa de rádio semanal do Partido Democrata, ele explica que nada virá da noite para o dia e que ele não deve agradar todos os milhões de americanos que votaram nele e em sua plataforma de uma nova Washington.
"O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato", disse, aos cerca de 200 mil que o ouviam no parque Grant, em Chicago, na noite de sua vitória esmagadora. "Haverá atrasos e falsos inícios. Muitos não irão concordar com todas as decisões ou políticas que eu vou adotar como presidente".



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Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
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